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Dia Internacional das Mulheres

Mulher Federal: vivências e trajetórias de mulheres que constroem o IFRN

Conheça a história de Maria Cleide, coordenadora do Neppcon do Campus Natal-Central

Publicada por Ester Macedo em 17/03/2025 Atualizada em 17 de Março de 2025 às 16:16

A Coordenação Geral de Jornalismo e Imprensa da Diretoria Sistêmica de Comunicação Institucional (CGJI/Dici) elaborou uma série de reportagens em homenagem ao dia internacional da mulher. Ao longo das publicações serão apresentados desafios superados, memórias ternas, conquistas marcantes e conselhos para outras pessoas, mulheres ou não, sobre o futuro.

Nesta construção estão mulheres que, com dedicação e resiliência, moldam a trajetória do Instituto. Dando continuidade à série "Mulher Federal", que celebra o dia internacional das mulheres, conhecemos hoje a história de Maria Cleide Ribeiro de Oliveira, professora e coordenadora do Núcleo de Extensão e Prática Profissional da Diretoria Acadêmica de Construção Civil (Neppcon) do Campus Natal-Central.

Maria Cleide, coordenadora Neppcon do Campus Natal-Central. Foto: Luciano Vagno
Maria Cleide, coordenadora Neppcon do Campus Natal-Central. Foto: Luciano Vagno

Maria Cleide é federal

Maria atua como professora na área de Engenharia Civil e coordenadora do Neppcon. Em sua jornada profissional, se destaca não apenas o seu trabalho como engenheira, mas também pelo impacto social e influência que sua figura como mulher tem nas estudantes que ingressam nos cursos de Engenharias.

Quais foram os maiores desafios enfrentados por você, enquanto mulher, nesse período trabalhando no IFRN?

“Antes de ser professora, sou engenheira civil, e venho de uma profissão que sempre foi predominantemente masculina. Trabalhei em ambientes onde a maioria das pessoas eram homens, lembro de já ter trabalhado em uma obra com 100 pessoas, sendo a única mulher. Quando cheguei à instituição para atuar na área de Construção Civil, que também tende a ser dominada por homens, enfrentei mais um desafio. Felizmente, hoje a situação está mais equilibrada, mas ser professora nesse campo ainda é um desafio, especialmente porque somos frequentemente mais cobradas. Tenho a impressão de que as mulheres são mais observadas do que os homens, como se, por mais que nos esforcemos e demos o nosso melhor, sempre precisássemos provar que estamos atendendo às expectativas”.

Ao olhar para os anos trabalhados na Instituição, quais conquistas você destacaria?

“Uma aluna chegou até mim e falou que se sentia meio diferente pelo fato de ser uma mulher fazendo Engenharia Civil. Quando ela me conheceu, eu já estava atuando no Neppcon, desenvolvendo projetos de extensão e lecionando disciplinas técnicas. Ela contou que ao ver o trabalho que realizamos aqui – que hoje é liderado por três mulheres – se sentiu inspirada e percebeu que ser mulher não a impedia de ser uma boa engenheira. Ela encontrou uma referência não apenas em mim, mas nas outras duas mulheres do Núcleo. Isso me trouxe muita energia, porque eu vi que o fato da gente resistir a tantos desafios pode inspirar outras pessoas”.

Tem alguma memória que te marcou aqui na Instituição?

“Uma memória que carrego comigo é o dia em que terminei o curso técnico em Estradas, uma área predominantemente masculina. Naquela época, eu já sabia que queria ser engenheira e fui muito inspirada pelas minhas professoras, especialmente pela professora de Português, Aldalina. Ela era uma mulher sábia e eu queria ser como ela. Na última aula, enquanto saía do campus, disse a alguns colegas que um dia iria voltar à instituição como professora. Depois de muitas vivências, passei no concurso, fui para Mossoró e, mais tarde, vim para Natal. No meu primeiro dia de trabalho no Natal-Central, me lembrei da promessa que fiz há anos atrás e realizei o sonho de voltar como professora. Essa lembrança sempre me fortalece, especialmente nos momentos difíceis”.

Pensando no futuro, que conselho você daria para as meninas e mulheres que vão ingressar no IFRN?

“Não será fácil ou simples, mas vale a pena. Nós, mulheres, temos algo único, e a nossa contribuição em qualquer área que escolhemos é valiosa. Quando decidir seguir um caminho, se desconecte do que os outros falam ou pensam sobre você, foque no que você deseja para si mesma. Se tem o sonho de exercer uma profissão ou realizar uma atividade que te apaixona, estude, se desenvolva e não desista. Haverá muitas vozes tentando te desmotivar, dizendo que não vai dar certo, que você não conseguirá, mas falo isso com base na minha própria experiência, pois já escutei isso diversas vezes ao longo da minha vida. Foi ignorando essas vozes que conquistei muitas das coisas mais importantes para mim. Persista, insista e tenha honra e orgulho de ser mulher na profissão que você escolher”.

Palavras-chave:
IFRN Dia Internacional da Mulher Mulheres

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