Internacionalização
IFRN recebe estudantes equatorianos para intercâmbio acadêmico
Parceria com Universidad Península de Santa Elena fortalece ações de mobilidade internacional e promove troca acadêmica e cultural entre as instituições
Publicada por Max Praxedes em 06/03/2026 ― Atualizada em 6 de Março de 2026 às 15:45
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) recebeu, na quinta-feira (5), os estudantes Christopher De La A e Janeth González, da Universidad Península de Santa Elena (UPSE), do Equador, que realizarão intercâmbio acadêmico na instituição durante o semestre letivo 2026.1. A recepção ocorreu em uma reunião de acolhimento organizada pela Diretoria Sistêmica de Internacionalização (Dint) e contou com a presença de gestores e representantes institucionais.
De acordo com a assessora de mobilidade internacional da Dint, professora Mylenna Vieira, o encontro teve como objetivo dar as boas-vindas aos estudantes e apresentar a estrutura do IFRN: “eles vêm por meio de um convênio firmado entre as instituições. Christopher cursará Engenharia Civil no Campus Natal-Central e Janeth cursará Gestão de Turismo no Campus Canguaretama. Eles permanecerão durante todo o semestre letivo, com início das aulas previsto para o dia 12 de março”, explicou.
Durante o encontro, participaram a reitora em exercício e pró-reitora de Extensão, Samira Delgado; a pró-reitora de Ensino, Anna Catharina; a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Francinaide Lima; o diretor sistêmico de internacionalização, Bruno Rafael; além da assessora Mylenna Vieira. Também participaram as estudantes Hiliane Florêncio e Vitória Andrade, do curso de Licenciatura em Português e Espanhol do IFRN. Elas ministrarão, durante 45 dias, um curso de Português Brasileiro para Estrangeiros na UPSE, com viagem prevista para abril deste ano.

Internacionalização do ensino superior
Para Christopher De La A, a experiência representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos e vivenciar novas culturas: “minha expectativa é levar todo o conhecimento que eu puder adquirir dentro do IFRN para a UPSE, abordando temas práticos da área da Engenharia Civil, como métodos de construção. Também quero aprender sobre a cultura brasileira, suas tradições e seu idioma, e compartilhar com o IFRN informações, cultura e o idioma do meu país”, afirmou.
Segundo o diretor sistêmico de Internacionalização do IFRN, Bruno Rafael, a presença dos estudantes estrangeiros demonstra o reconhecimento internacional da instituição: “por muitos anos recebemos alunos estrangeiros para cursar o ensino médio integrado, mas agora as universidades estrangeiras também têm buscado o IFRN para enviar estudantes da graduação para cursarem créditos acadêmicos aqui”, destacou.
Os estudantes permanecerão cerca de cinco meses no Brasil e terão a oportunidade de vivenciar não apenas a formação acadêmica, mas também a cultura local. Entre as atividades previstas estão passeios pela cidade e pelo litoral potiguar, além da participação no curso de Português Brasileiro para Estrangeiros. Também existe a proposta de que Christopher e Janeth compartilhem aspectos da cultura e da variedade linguística do Equador com alunas e alunos da Licenciatura em Português e Espanhol do IFRN, ampliando o contato dos brasileiros com falantes nativos da língua espanhola.

Fortalecimento das parcerias institucionais
Na sexta-feira (6), os estudantes participaram de um encontro com o reitor do IFRN, professor José Arnóbio. Durante a reunião, o gestor destacou a importância da mobilidade internacional para a formação acadêmica e para o fortalecimento das relações entre instituições de ensino.
Segundo o reitor, iniciativas como essa ampliam as oportunidades de aprendizagem e promovem trocas culturais entre diferentes países: “essa ação de mobilidade internacional é extremamente importante, porque permite que os estudantes vivenciem outras realidades e fortalece o ensino superior na nossa instituição. Ao mesmo tempo em que recebem conhecimento aqui, eles também trazem experiências do Equador e dialogam com nossas alunas e alunos”, disse.
Arnóbio também ressaltou que a experiência contribui para a formação acadêmica dos participantes e para o fortalecimento das parcerias institucionais: “ao final do curso, esses estudantes terão uma formação ainda mais rica, porque cursaram parte da graduação em seu país e também aqui no IFRN, o que amplia o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições”, concluiu.

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