Portal Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Norte

Educação, Ciência, Cultura e Tecnologia em todo o Rio Grande do Norte

Inclusão

IFRN realiza formação sistêmica para as comissões de heteroidentificação

Iniciativa busca capacitar servidores para atuação nas bancas de verificação de cotas raciais

Publicada por Renan Gabriel em 07/04/2026 Atualizada em 7 de Abril de 2026 às 10:16

A Pró-Reitoria de Ensino do IFRN realizou, entre os dias 24 e 31 de março, encontros formativos voltados à capacitação de membros das comissões de heteroidentificação da instituição. A iniciativa é promovida pela Assessoria de Educação em Relações Étnico-Raciais (Aserer), ligada à Assessoria de Educação e Interseccionalidades em Direitos Humanos (Aseidh), e a Diretoria de Acesso Discente (Diads).

A formação teve como objetivo preparar e atualizar servidores, estudantes e membros externos que atuam nas bancas responsáveis pelo procedimento de heteroidentificação, que complementa a autodeclaração de candidatos negros (pretos e pardos) e indígenas nos processos seletivos do IFRN.

Os encontros ocorreram de forma remota, por meio da plataforma Microsoft Teams, com foco em discussões teóricas e conceituais. De acordo com o diretor de Acesso Discente do IFRN, Everaldo Pereira, o processo formativo é essencial para assegurar a efetividade das políticas públicas. “É fundamental estar rediscutindo sempre e alinhando para sermos justos com os nossos estudantes e garantir o acesso a quem tem direito a essa política afirmativa”, destacou.

Imagem de destaque
Imagem de destaque

Formação para garantir direitos

Durante a formação, foram abordados temas como o histórico de exclusão da população negra no Brasil, o racismo estrutural e seus impactos nas instituições, além de discussões sobre fenotipia, identidade racial e o funcionamento das políticas afirmativas.

Outro ponto debatido foi o papel das comissões de heteroidentificação, compreendidas não como instâncias de julgamento, mas como instrumentos de garantia de direitos. A professora do Campus Apodi, Nadia Faria dos Santos, também ressaltou a função das bancas. “Nós não somos um tribunal; pelo contrário, nós somos garantidores do direito ao acesso às cotas a quem ela é devida, tentando coibir, dentro do possível, as fraudes”, afirmou.

Na mesma perspectiva, o assessor em Educação em Relações Étnico-Raciais enfatizou o caráter histórico dessas políticas. Segundo ele, “as comissões de heteroidentificação são a primeira vez na história que o Estado brasileiro usa a fenotipia negra para defender os direitos dessa população”.

Próximas etapas

A programação terá continuidade com atividades presenciais, previstas para os dias 16 e 17 de abril, no auditório da Reitoria, em Natal, voltadas a aspectos técnicos e simulações práticas.

Palavras-chave:
IFRN Proen Formação Heteroidentificação

Notícias relacionadas