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Go Zika Go

IFRN e Facisa desenvolvem projeto para autonomia de crianças com Síndrome Congênita do Zika

21/10/2021 - Ações aplicam conhecimentos de saúde, mecânica e eletrônica para adaptação de carros motorizados

IFRN e Facisa desenvolvem projeto para autonomia de crianças com Síndrome Congênita do Zika

Os atendimentos do Go Zika Go acontecem na Facisa/UFRN, com apoio dos professores do IFRN

De acordo com o Ministério da Saúde, o Rio Grande do Norte possui 162 crianças com a Síndrome Congênita do Zika Vírus. Pensando nessa realidade, o projeto Go Zika Go, iniciativa da Facisa/UFRN com apoio do Campus Santa Cruz do IFRN, presta atendimentos de reabilitação a crianças com a Síndrome. 

O projeto tem a coordenação geral da professora Egmar Longo, da área de Fisioterapia da Facisa/UFRN. A parceria com o IFRN conta com a coordenação do professor Vinícius Pinto. A Síndrome gera uma série de anomalias visuais, auditivas e neuropsicomotoras em embriões que foram expostos ao vírus Zika durante a gestação. As deficiências exigem um cuidado especial com as crianças, com acompanhamento de equipe multiprofissional que trabalhe a fim de proporcionar a elas a autonomia possível. Como famílias vulneráveis socialmente podem promover esse acompanhamento?

A professora Egmar relata que a ideia surgiu de uma experiência vivida nos Estados Unidos, em laboratórios que trabalhavam com mobilidade a partir de carrinhos motorizados. Na Universidade de Delaware, ela conheceu o projeto GoBabyGo e lembrou  da realidade das crianças com Síndrome Congênita do Zika Virus no RN.

"Elas estavam crescendo e o modelo de reabilitação, que era o modelo mais focado em estimulação precoce, estava perdendo o sentido, porque as crianças já estavam muito grandes, muitas sem cadeira de rodas e precisando de uma forma de mobilidade", explica a professora. A partir disso nasceu o Go Zika Go, que busca adaptar carros de brinquedos motorizados para realizar intervenções de reabilitação. O objetivo é melhorar os níveis de autonomia das crianças. 

A equipe da Facisa/UFRN, do curso de Fisioterapia, atua com ferramentas e conhecimentos da área da Saúde, mas precisava de pessoas que auxiliassem nas adaptações dos carrinhos. Foi aí que entrou o IFRN. "O IFRN Campus Santa Cruz já tem há algum tempo uma parceria com a Facisa, no desenvolvimento de projetos", explica o professor Vinícius Pinto, que coordenou esta parceria. De acordo com o professor, como o Go Zika Go teve início durante a pandemia de Covid-19, não foi possível contar com os estudantes do IFRN, que devem se integrar ao projeto nos próximos meses.

A saída foi atuar inicialmente com os professores das áreas de Mecânica e Eletroeletrônica: ele, Leonardo Duarte, Rodolfo Assunção e Rodrigo Barreto. Juntos, eles avaliam as necessidades de cada criança e produzem as adaptações necessárias. "A partir de um carrinho que serve para qualquer criança, sem nenhuma deficiência, nós trabalhamos as adaptações necessárias e colaboramos para que essas crianças com mobilidade restrita sintam outras emoções", explica Rodolfo.

"É uma alegria muito grande ver que não vou ter que estar empurrando ela, que ela vai andar sozinha. Só ter as adaptações do robozinho e ela anda sozinha já é uma grande alegria”, comemorou Kaliane Priscila dos Santos, mãe de Íris Rafaela, uma das crianças atendidas pelo Go Zika Go. "Sem o governo, sem as instituições, sem as pessoas que se envolvem, não teríamos isso. Meu filho não abria o braço. Hoje ele movimenta. Graças às fisioterapias, às ajudas que a gente tem", complementa Josirene de Lima, mãe de José Djalma, também atendido pelo projeto.

A professora Egmar Longo explica que o projeto contou com financiamento externo e de pesquisa da própria UFRN. Os recursos são utilizados para a compra dos carrinhos, dos itens para a adaptação, pagamento dos bolsistas que acompanham as intervenções com as crianças e realização de eventos de capacitação, como o Workshop Go Zika Go. Com o aumento do dólar, foi possível até agora adquirir os itens para atender seis crianças. Mas a proposta é ampliar o projeto. "Temos a intenção de adquirir um eletroencefalograma portátil, que permite acompanhar o que vai acontecendo com as crianças em tempo real através dos seus sinais: as mudanças motoras, os aprendizados", citou a coordenadora. O equipamento ao qual ela se refere custa 108 mil dólares. Além disso, a equipe precisa comprar mais carrinhos para ampliar o número de atendimentos.

Quem desejar colaborar, pode entrar em contato com o Campus Santa Cruz do IFRN, através do e-mail: diac.sc@ifrn.edu.br.

Saiba mais em:

Projeto Go Zika Go

 

 

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