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Inclusão

Ensino de Jovens e Adultos tem seu 3º Encontro Nacional

06/10/2020 - evento, em sua 1ª edição online, buscou estimular diálogos intersetoriais e interinstitucionais

Ensino de Jovens e Adultos tem seu 3º Encontro Nacional

O evento aconteceu de 1° a 4 de outubro

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) sediou a edição 2020 do III Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional e Tecnológica (EJA-EPT) da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A iniciativa teve por "objetivo promover a continuidade dos diálogos intersetoriais e interinstitucionais, das trocas de experiências educativas e da identificação da unidade no diverso, ou seja, daquilo que vai se constituindo como a identidade da EJA-EPT na Rede Federal, além de possibilitar um levantamento dos principais obstáculos que essa modalidade de ensino tem enfrentado nas instituições que compõem a Rede Federal", segundo descrição da página do evento.

Mesa de abertura

A mesa de abertura do Encontro - em sua primeira edição online - contou com a participação do reitor do Ifal, professor Carlos Guedes, do reitor do Instituto Federal do Espírito Santos, professor José Jadir, e de Cledilma Costa e Ana Cristina Limeira, pró-reitora de Ensino e coordenadora de Ensino do EJA do Instituto alagoense, respectivamente. A palestra de abertura ficou por conta do convidado, professor Miguel Arroyo, escritor e professor na Universidade Federal de Minas Gerais. 

Em um debate  inicial a Cledilma Costa, falou sobre ter esperança no ensino e permanência dos Jovens e adultos neste período de pandemia e o “novo normal”, com uma forma de levar adiante: “É preciso ter esperança, mas não esperança de esperar, esperança de esperançar e esperançar é ir atrás e não desistir”, disse. Já Carlos Guedes relembrou história de seus alunos do EJA .   

Palestra Miguel Arroyo

Miguel Arroyo, professor que dedicou uma boa parte de sua vida a educação de jovens e adultos, em sua narrou vivências de  dificuldades e superação que esses alunos passam. O professor contou sobre a construção de seus livros sobre a temática, e sobre experiências na área da Pedagogia:  “O sujeito está na pedagogia, na infância e nesses tempos e não devemos perder o olhar ao sujeito. Por que o sujeito escolher estudar? Porque o sujeito estuda para ser livre e então é livre para viver” explicou Arroyo, fazendo referência às memórias citadas pelo professor Guedes, reitor do Ifal, em sua fala.

Dando continuidade ao seu discurso, Miguel Arroyo falou sobre o direito à educação, aliando-o ao direito de ser gente. Mostrou a diferença entre educação e ensino, exemplificando que “alunos devem ser educados primeiro, por isso temos educação infantil e depois passamos para o ensino fundamental e assim por diante. Como professor me vejo mais educando do que ensinando e é disso que o EJA precisa fundamentalmente, da educação,” disse. 

Por fim, o palestrante fez uma reflexão sobre a cultura do povos e como essas culturas refletem na diversidade. Entendendo o sujeito como produtores de cultura, cultura negra, cultura da juventude, cultura do trabalho, da diversidade “Diversidade é resistência cultural. E nessa resistência cultural, o professor enxerga a resgate da memória dos sujeitos. Às vezes, olho para os alunos e vejo eles pedindo para que olhe para as memórias deles, para seus corpos com as marcas do tempo, para o seu desespero, para sua fome, para sua força. Por isso vejo cada vida do EJA como um grito e quem cala, morre com eles, mas quem grita vive ao lado deles”, sentenciou o professor Miguel Arroyo. 

O evento  

O evento teve a totalidade quatro dias: neles foram mostradas pesquisas acadêmicas desenvolvidas pelo EJA, vivências e experiências da prática em sala de aula, produções culturais dos estudante e o lançamento do projeto “Histórias que merecem ser contadas EJA”, além de outras mesas temáticas e palestrantes renomados.

Para conferir todos os detalhes desse evento, acesse:

Mesa de abertura - III Encontro nacional EJA

III Encontro nacional EJA - Evento completo

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