Curso
Mineração do CNAT: 62 anos escavando futuros brilhantes
Tradição e tecnologia em favor da qualidade do ensino
Publicada por Romana Alves em 28/11/2025 ― Atualizada em 28 de Novembro de 2025 às 21:20
Há cursos que contam histórias — e há cursos que escrevem a própria história dentro da Terra. No Campus Natal-Central do IFRN, o Curso Técnico em Mineração faz as duas coisas ao mesmo tempo. Em dezembro, a formação mais antiga da instituição completa 62 anos: mais de seis décadas transformando curiosidade científica em profissão e formando técnicos que enxergam, no subsolo, não apenas rochas, mas caminhos possíveis.
Desde sua criação, o curso tem um objetivo claro: formar profissionais capazes de conhecer e gerenciar todas as etapas da atividade mineral, da prospecção ao beneficiamento. Para isso, oferece uma formação que atravessa mundos — da mineralogia à geologia, da topografia ao tratamento de minérios, passando pela pesquisa mineral, segurança do trabalho e meio ambiente. Trata-se de um percurso integrado que conecta o conhecimento sobre a formação da Terra e seus processos evolutivos ao domínio técnico da extração mineral, unindo softwares, métodos de lavra e técnicas de beneficiamento em favor de uma mineração segura, sustentável e eficiente.
O resultado dessa trajetória é um perfil de egresso versátil, preparado para atuar nas diversas fases do setor mineral. Do planejamento inicial à regulamentação de minas, da lavra ao beneficiamento, passando pelos laboratórios de caracterização mineral, o campo de atuação é vasto. Consultorias, pedreiras, minas a céu aberto ou subterrâneas, empresas de diferentes portes: há oportunidades para quem deseja permanecer no Rio Grande do Norte, mas também para quem quer cruzar fronteiras. “Temos ex-alunos trabalhando em todos os continentes”, reforça a coordenadora Maria Carolina — um dado que não apenas impressiona, mas confirma o alcance profissional de quem se forma no CNAT.
A estrutura curricular reflete essa vocação. No Integrado, o percurso dura quatro anos; no Subsequente, um ano e meio. São disciplinas organizadas em regime seriado semestral, combinando bases científicas e tecnológicas, seminários curriculares e prática profissional. A formação, além de sólida, é dinâmica: prepara para o presente, sem perder de vista o futuro da mineração no Brasil e no mundo.
As portas de entrada seguem abertas a quem deseja transformar interesse por geociências em profissão. São 40 vagas anuais para o integrado e 40 vagas semestrais para o subsequente, ambas acessadas por meio do tradicional vestibular do IFRN — o primeiro passo para quem busca ler o planeta com precisão técnica e sensibilidade científica.
Afinal, no curso de Mineração do Campus Natal-Central, aprende-se mais do que operar equipamentos ou interpretar amostras. Aprende-se a decifrar a Terra — e, ao fazê-lo, a escavar futuros possíveis para quem decide trilhar esse caminho.