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I Simpósio Internacional sobre Educação Popular, Agroecologia e Memória chega ao seu último dia

15/07/2021 - Conferência sobre educação, direitos ecoculturais e questão agrária na América Latina encerra evento na noite desta quinta-feira (15). Veja resumo do que aconteceu

I Simpósio Internacional sobre Educação Popular, Agroecologia e Memória chega ao seu último dia

Evento será transmitido no canal do YouTube Coletivo Terres

O I Simpósio Internacional sobre Educação Popular, Agroecologia e Memória e o II Seminário de Educação do Campo chegam ao seu último dia, nesta quinta-feira, 15 de julho. Realizado pelo Coletivo Terres (Terra, Educação e Saberes), grupo de Pesquisa do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), o evento buscou refletir sobre os desafios postos aos processos educativos de grupos populares e suas memórias, entrelaçados ao debate ecossocial da Agroecologia.

A conferência “Educação, Direitos Ecoculturais e Questão Agrária na América Latina” encerra o Simpósio na noite desta quinta-feira (15), a partir das 19h. Os palestrantes Alcira Beatriz Bonilla, da Universidade de Buenos Aires, e Joaquín Cardeillac Gulla, da Universidad de la Republica de Uruguay, comandam a noite, com direito a tradutores de Espanhol e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Até lá, o evento conta ainda com mesas-redondas que possuem a educação no campo como centro de debate.

O que aconteceu durante a semana

No dia 12 de julho, uma Aula Magna, ministrada pelo docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Carlos Rodrigues Brandão, deu o pontapé inicial ao evento, que contou com estudantes, docentes e pesquisadores de institutos e universidades brasileiras, além de convidados estrangeiros.

Tendo por tema “As origens históricas e a atualidade da educação popular freiriana”, a Aula Magna homenageou o centenário do Patrono da Educação Brasileira, educador e filósofo Paulo Freire. A professora Natália Melo, do Campus Ipanguaçu e membro do Coletivo Terres, resume o momento como “inspirador”. “A fala do professor Brandão teve o intuito de chegar a uma concepção de educação popular a partir das experiências, dos grupos populares, e não a partir de uma definição estatal ou acadêmica. Além disso, ele nos fez refletir sobre o papel da escola em um contexto global, em que há uma disputa entre a concepção de educação como direito universal e, por outro lado, a visão da Organização Mundial do Comércio, na qual educação é vista como uma mercadoria”, declarou Natália.

Na terça-feira (13), segundo dia de atividades, foram realizados minicursos, ministrados por professores e pesquisadores do IFRN, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), das Universidades do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e da Paraíba (UEPB) e das Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Paraíba (UFPB).

Os palestrantes discorreram sobre assuntos referentes à tecnologia social para o campo; Pesquisa na área de Ciências Sociais; história e memória da população rural; etnomatemática; gestão ambiental; produção de aves caipiras; e educação indígena. Este último foi ministrado pela estudante da Licenciatura em Educação do Campo, do Campus Canguaretama, e indígena Meyriane Oliveira. “Foi uma provocação, uma reflexão sobre nossa língua-mãe que poucos conhecem. Tenho o desejo de que, no futuro, seja ensinada nas escolas, não só indígenas, mas em todas. Somos obrigados a aprender a falar Inglês, Espanhol, não que isso não seja importante, mas a nossa também precisa ser reconhecida”, disse a futura professora, que ainda acrescentou: “antes de aprender uma língua, é preciso respeitá-la, pois ela é a resistência de seu povo. Não se trata de apenas falar o que vem à cabeça, mas, sim, o que vem do coração e do nosso sangue”.

Ainda no dia 13, o evento contou com a conferência de abertura “Educación, Democracia y Cidadania: participación social y sus pedagogias en America Latina”, ministrada pela professora Arminda Álamo Bolaños, da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, da Espanha. A professora Monalisa Porto Araújo, que também compõe o Coletivo, acompanhou a conferência e diz que a participação da professora Arminda trouxe um olhar sociológico e pedagógico da relação entre a educação, a democracia e a cidadania: “Foi um momento significativo para a discussão da educação popular na América Latina, trazendo elementos desafiadores e nos convidando a questionar os processos de participação popular que vivemos historicamente”.

Grupos de trabalhos contribuíram com o evento na quarta-feira, dia 14. Nesse dia, houve mais mesas-redondas, com as temáticas “O poder da memória: entre lutas, tradição e patrimônio”; “Agroecologia e Feminismo”; e “Movimentos Sociais, Memória Camponesa e Saberes Agroecológicos”, apresentadas por convidados de instituições nordestinas e do Centro-Oeste brasileiro. O coordenador de Comunicação Social e Eventos do Campus Ipanguaçu, Rafael Pinheiro, tem acompanhado as atividades de perto, e afirma que “essas mesas trazem uma percepção não apenas da vivência pela vivência; não apenas o agricultor pelo agricultor: mas uma visão também da própria universidade, dos próprios conhecimentos. São saberes da terra que têm permeado o meio acadêmico e dialogado com a realidade dessas pessoas que deixam de ser apenas um objeto de Pesquisa e passam a ser vistos como seres, com pautas identitárias de ser, de significado e de territorialidade”.

Os I Simpósio Internacional sobre Educação Popular, Agroecologia e Memória e II Seminário de Educação do Campo seguem sendo transmitidos no canal do YouTube Coletivo Terres. Mais informações no site do evento.

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