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AGROECOLOGIA

Campus realiza Congresso de Agroecologia em parceria com o Campus Apodi, UFERSA e UERN

23/10/2015 - Evento que aconteceu na UFERSA, entre os dias 13 e 16/10, debateu a importância da Agroecologia.

Campus realiza Congresso de Agroecologia em parceria com o Campus Apodi, UFERSA e UERN

As práticas agroecológicas centralizaram as discussões na programação do I Congresso de Agroecologia do Semiárido e VII Simpósio Brasileiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, que ocorreu na Universidade Federal Rural do Semi-Árido, de 13 a 16 de outubro de 2015. A troca de saberes entre universitários, agricultores familiares, técnicos e professores foi um diferencial da programação. Além de estudantes de várias universidades do Semiárido Brasileiro, o Congresso contou com a participação de 70 agricultores da zona rural de Mossoró e de municípios da região Centro-Oeste Potiguar.

NEA de Ipanguaçu participa da Coordenação do evento

 

O Núcleo de Estudos de Agroecologia do IFRN, Campus Ipanguaçu , formado por professores, estudantes e servidores técnico-administrativos, há mais de 5 anos militam na causa  agroecológica na região do Vale do Açu, tendo participado de caravanas agroecológicas, seminários e discussões pertinentes ao tema, além de desenvolver projetos de ensino, pesquisa e extensão, em parcerias com outras instituições. O NEA de Ipanguaçu ficou responsável pela realização de três minicursos ("Nutrição de plantas com base agroecológica", "Fruticultura orgânica" e "Metodologias participativas nas práticas de extensão rural: fortalecendo a agroecologia") e uma reunião de articulação com os demais Núcleos de outras Instituições Federais, durante o evento. No último dia do Congresso e Simpósio, o Campus Ipanguaçu (IFRN), único do estado do Rio Grande do Norte com curso de nível superior em Agroecologia, recebeu a visita de três turmas de participantes de minicursos de nutrição de plantas com base agroecológica, fruticultura orgânica e avicultura orgânica. Na ocasião, foram visitadas as Unidades Técnicas Demonstrativas de Banana Orgânica, Manejo de Nutrientes de Base Ecológica e Manejo da Caatinga, além do Aviário de Galinha Caipira.

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Agroecologia em foco

 

O Congresso e Simpósio teve início no dia 13 de outubro com dias de campo envolvendo caravanas de agricultores, estudantes e técnicos, abordando a temática da agroecologia nas atividades de pecuária, agricultura e apicultura. Cinco mesas redondas foram realizadas, com os seguintes temas: "Agricultura familiar na América Latina – realidade no Semiárido brasileiro"; "Tecnologias para convivência com semiárido"; "Apresentação de experiências agroecológicas exitosas na região semiárida"; "Políticas públicas para a agricultura familiar" e "Desafios da agricultura familiar na Chapada do Apodi: Como unificar uma agenda de diálogos e convergências com os movimentos populares do Rio Grande do Norte. Mais de 20 minicursos foram realizados e 21 palestras proferidas, além de uma reunião de Núcleos de Agroecologia e uma Feira Agroecológica e Troca de Sementes. Mais de 400 trabalhos científicos também foram apresentados durante a semana, que serão publicados em um livro.

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Agricultura familiar e sementes crioulas

Tendo a temática “Agricultura Familiar na América Latina – realidade do Semiárido brasileiro”, o evento iniciou com uma mística liderada por integrantes do Movimento Sem Terra – MST, protestos do movimento feminista e de outros movimentos sociais. A noite de abertura também contou com apresentação do poeta cordelista Antônio Francisco, cujos versos destacam a ação do homem na natureza e clama por mais cuidados.

 

O agricultor familiar Antônio Rodrigues do Rosário, conhecido como Golinha, do Assentamento Tabuleiro Grande, no município de Apodi levou para o evento sementes de milho, feijão, sorgo, melancia, jerimum, mas também de aroeira, juazeiro, jurema (branca e preta), jurubeba, catingueira, entre tantas outras. Ao todo, são mais de 50 variedades, todas crioulas, ou seja, sementes tradicionais que não passaram por nenhuma aplicação de agrotóxicos, nem sofreram nenhuma alteração genética.

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