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CIÊNCIA

Pesquisa comprova atividade antioxidante da Caraibeira

24/08/2022 - Projeto desenvolvido por alunos de Licenciatura em Química sob a coordenação do Professor Leonardo Alcântara

Pesquisa comprova atividade antioxidante da Caraibeira

Annapaullinna Lima - IFRN/Apodi

 

Símbolo de paisagismo no semiárido, a Caraibeira (Tabebuia caraíba) se tornou elemento de decoração de ambientes por ter uma madeira pardo-amarelada, mas também tem enorme relevância cultural devido seu uso medicinal, historicamente registrado por pessoas mais antigas e grupos tradicionais. No entanto, essa planta é muito mais rica do que se pode imaginar. Foi exatamente o que mostrou um grupo de pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Apodi.

Publicado na Diversitas Journal, o trabalho analisou a composição fitoquímica de extratos da planta, bem como sua atividade antioxidante. Os antioxidantes são substâncias que têm a capacidade de proteger as células contra os efeitos dos radicais livres produzidos pelo organismo. A espécie vegetal analisada foi cultivada e coletada na Unidade Produtiva da Fazenda Escola do IFRN Apodi. O material vegetal foi triturado e seco sob a ação do vento para ser pesado posteriormente.

A partir das análises realizadas na pesquisa, foi possível  obter  dados  sobre as  características  químicas  dos galhos,  folhas  e  tronco  da  espécie, sendo  observada  a  presença  de  flavonoides,  catequinas,  antocianidinas,  triterpenóides,  esteroide,  fenóis,  taninos, leucoantocianidinas  em  seus  extratos.  

Segundo a pesquisa, na  análise  de  antocianinas,  as  folhas  obtiveram  o  maior  resultado.  Já  na  quantificação  de  taninos,  observou-se maior  resultado para folhas. Na captura do radical DPPH (2,2-difenil-1-picrilhidrazil), obteve-se melhor capacidade para o extrato aquoso da casca.  Para captura de radical ABTS (composto cromóforo quimicamente estável), o extrato da casca em etanol alcançou o resultado semelhante a outros trabalhos que utilizaram essa metodologia. 

“Considerando a relevância da Caraibeira e sua preservação ambiental perante a caatinga nordestina, essa pesquisa tem aplicabilidade em fornecer informações para novos estudos relacionados a essa espécie”, relata o professor Leonardo Alcântara, líder da pesquisa. O trabalho contribuiu para enriquecer o banco de dados sobre a espécie, oferecendo subsídio para novos estudos e experimentos no meio científico da química.

Além de Leonardo Alcântara, participaram da pesquisa Luciana Bertine, Lucas Gomes, Luma Misma, Matheus Gomes, Jean Carlos e Daniel Freitas, à época estudantes de Licenciatura em Química.


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