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Projeto do Campus Ceará-Mirim representa o Brasil em feira internacional

19/03/2018 - Trabalho de pesquisa foi bem avaliado por acadêmicos de Hong Kong

Projeto do Campus Ceará-Mirim representa o Brasil em feira internacional

Da esquerda para a direita: Anderson Santos, Leandro Costa, Saulo Carneiro e Lorena Antunes

"A experiência mais valiosa foi saber que através do estudo, podemos quebrar fronteiras. Não só em questão de geografia, mas de conhecimento e contato com outras formas de pensar". É assim que Anderson Santos, de 18 anos, analisa sua primeira participação em um evento científico de abrangência internacional. Ele fez parte da equipe que representou o IFRN - e consequentemente o Brasil - na Hong Kong Student Science Project Competition, uma feira de ciências composta por estudantes de todo o planeta.
 
Tudo começou com um trabalho de pesquisa em grupo que visava melhorar a qualidade da água consumida pelos moradores das regiões próximas à Ceará-Mirim. Com o auxílio dos professores, os alunos constataram uma significativa ausência de qualidade no conteúdo analisado em laboratório, motivando os estudantes a pensar em uma solução para esse problema. E na visão de Lorena Antunes, outra representante da equipe, de 16 anos, esse deve ser o mote para qualquer pesquisa acadêmica. "No meu ponto de vista é fundamental que devamos começar uma pesquisa pensando no próximo, em ajudar o próximo, em oferecer bem estar à população que vive à mercê da vulnerabilidade econômica", afirma Lorena, que também viajou para Hong Kong ao lado de Anderson e dos professores Leandro Costa e Saulo Carneiro. O trabalho também contou com a colaboração de Angelina Araújo e Leandro Silva, a outra metade do quarteto de colegas da turma do 3º ano do curso integrado em Informática.
 
A pesquisa culminou no desenvolvimento de um amaciador magnético, um dispositivo que consiste em uma simples uma bobina de cobre instalada ao redor da encanação que conduz a água da cisterna à casa. O material retém os metais alcalinos terrosos, trazendo uma potabilidade maior à água que passa por ele. "Poder levar esse trabalho que tem a iniciativa de oferecer uma água de qualidade para a população do Mato Grande a uma feira internacional é muito gratificante. Isso reforça o discurso de que educação não é um gasto e sim um investimento", comenta Lorena.
 
Experiência docente

Para Leandro Costa, coordenador do projeto de pesquisa, o processo serviu como um exercício acadêmico para os estudantes. "Durante toda a pesquisa, os alunos tiveram de fazer uso do método científico para responder a uma problemática complexa e corriqueira no nosso país: a péssima qualidade da água consumida pela população mais carente. Tudo isso estimulou um maior raciocínio lógico e, como consequência, a capacidade de resolver problemas cotidianos simples", relata Leandro, que é professor de biologia do Campus Ceará-Mirim. 
 
Segundo o docente, a oportunidade de romper os muros da instituição e se envolver diretamente com a sociedade foi muito importante, por propiciar "uma formação mais humana aos nossos alunos, que passaram a perceber que o conhecimento adquirido na escola pode ser usado para promover uma melhor qualidade de vida para a nossa população", ponderou. O trabalho recebeu boas avaliações dos professores e pesquisadores de Hong Kong. O reconhecimento recebido na província chinesa (conhecida internacionalmente pela educação e produção científica de ponta) só reforça o papel que o IFRN já exerce no sentido de transformar a realidade social através da educação
 
Na visão de Saulo Carneiro, professor que também acompanhou o grupo durante as análises em laboratório e na viagem para Hong Kong, o trabalho não se restringiu à área da pesquisa. "De uma forma geral, o trabalho conseguiu englobar as 3 vertentes que definem o IFRN: ensino, pesquisa e extensão. A partir de um problema levantado em sala de aula, conseguiu-se implementar metodologias de pesquisa, além do desenvolvimento de tecnologias sociais que podem ser implantadas em um futuro próximo na região do Mato Grande", afirmou. 
 
Saulo também acredita no papel da educação pública de qualidade para todos. E para além da produção científica, ele coloca um outro aspecto fundamental presente no IFRN: o espírito contínuo de inovação. "Ele marca o nosso estilo e forja em nossos alunos o pensamento crítico, baseando a nossa filosofia de ensino no desenvolvimento de habilidades que resultam na resolução de problemas da comunidade", pontua.
 

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