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Além dos jogos: servidores falam sobre vivência esportiva

18/10/2017 - Parte da delegação do IFRN que acompanhou os atletas aos Jogos dos Institutos Federais declara a importância pessoal da experiência

Além dos jogos: servidores falam sobre vivência esportiva

Delegação para os jogos contou com professores, profissionais de saúde e de comunicação

Com um saldo recheado de ouro, prata, bronze, risos, lágrimas, histórias de superação e muitos, mais muitos quilômetros de vivências e experiências partilhadas, os Jogos dos Institutos Federais, para o IFRN, ainda não chegaram ao fim. Não há mais competições, ou disputas ou rankings. Agora é tempo de homenagem. Aos atletas, aos professores e aos demais membros da delegação, afinal, para construir um evento desse porte, há de ser feito um trabalho de preparação em várias frentes de trabalho. Dando o destaque aos professores, foram recolhidos depoimentos de alguns dos integrantes da equipe que conduziu os 74 estudantes do IFRN à Poços de Caldas. Aqui eles falaram sobre o seu fazer profissional e sobre a experiência dos jogos:

"Os Jogos dos Institutos Federais são importantes por estarem vinculados com jogos internos, Intercampi, regionais e a fase nacional. Trabalhar com esporte, contudo, é mágico e vai além das competições. Quando temos condições materiais e humanas para realizar essa mágica, a vivência no esporte oferece inúmeras oportunidades. Vivenciar o esporte é se apropriar de atitudes, conhecimentos e criar competências que não se aprendem só com leituras. Com a perspectiva de compromisso em médio e longo prazos, estabelecem-se vínculos vigorosos, alimentados por uma relação sadia entre o aluno, os professores e a prática esportiva. Essa relação deve ser baseada nos ideais de respeito, confiança, atenção, resiliência e amor. Assim, a educação sempre será instrumento de transmissão de valores, saberes e competências nas várias faixas etárias."

Fábio Romano, técnico do Judô

"Durante toda minha vida profissional participei de competições esportivas. Essas experiências me proporcionaram inúmeras vivências com alunos. Ali aprendemos a vibrar com a vitória, sofrer com a derrota, respeitar o adversário, levantar a cabeça, seguir em frente, que aumenta cada vez mais a vontade de não desistir e de buscar sempre o melhor. Sempre encarei essa missão como essencial para o aprendizado e para a vida. Vemos o aluno chegar tímido, com medo de começar, de errar, de não se encaixar. Acompanhamos a cada treino sua evolução, superação, dedicação e vontade, até o momento que ele vence a insegurança e a timidez para se transformar em um gigante nas quadras, campos, piscinas, tatames e etc. Ele está pronto para superar os vários desafios da vida. Essas experiências – inesquecíveis – ele contará diversas vezes para os colegas, filhos e netos. Ser parte desse todo é o que nos move, que nos fortalece e nos proporciona a sensação do dever cumprido."

Dalva Maciel, técnica do Handebol

"Refletir atualmente sobre o professor de educação física é uma constante quebra de paradigmas, principalmente quando pensamos na atuação dentro do IFRN. Ao contrário do que vimos por muito tempo, hoje conseguimos desenvolver em sala de aula um trabalho voltado para além do esporte (desenvolvimento de habilidades), refletindo questões como gênero, mídia, cultura e sociedade, dentro dos conteúdos de ginástica, lutas, dança, jogos e conhecimento sobre o corpo. Buscamos fazer percebida a nova realidade da educação física e a importância dela no contexto em que vivemos.

Acredito que trabalhar com educação física no IFRN seja um grande presente: ouvir de alunos o reconhecimento da importância da disciplina; ver o sentimento de gratidão nos olhos dos alunos-atletas após aprenderem um novo movimento; ver o amadurecimento de cada estudante e a alegria ao conhecer novos lugares a partir da possibilidade das viagens dos jogos como o Intercampi, é algo que nos motiva e impulsiona a sempre acreditar na força do esporte. Sempre digo que tive a oportunidade de crescer a partir do esporte, pois segui a profissão de educação física a partir da experiência que tive enquanto aluno do instituto, quando CEFET, e da atenção que recebi da prof. Gizelda Maia, ainda responsável pelo vôlei do Campus Natal-Central do IFRN. Espero ver, no futuro, que essas oportunidades de crescimento a partir do esporte sigam transformando vidas."

Carlos Lopes, técnico auxiliar do Vôlei

"Desafio dado é desafio aceito! Neste ano de 2017, o sonho de mais de 50 meninos passou pelas minhas mãos. Desde março, iniciamos o trabalho com algumas incertezas e fomos escrevendo na história de vida pessoal de cada um, inclusive a minha, momentos que ficarão para o resto de nossas vidas: entre etapas locais e nacional, foram 16 jogos sendo 11 vitórias, quatro empates e uma derrota. Essa campanha nos trouxe como saldo um honrado, suado e valoroso quarto lugar na etapa nacional dos Jogos dos Institutos Federais.  Não conseguimos chegar ao ponto máximo dessa jornada, mas no final das contas toda a trajetória foi a verdadeira conquista! Amo tudo isso e agradeço a todos os envolvidos pela jornada trilhada em conjunto!"

Judson Cavalcante, técnico do Futebol

"A etapa nacional dos Jogos dos Institutos Federais (JIF’s) são a culminância de um trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo de todo ano dentro do IFRN pelos professores de educação física, que perpassa pelas Semanas de Arte, Desporto e Cultura (Semadec) ou Jogos Internos, competições de cada campus; pelas fase de polos e fase final dos Jogos Intercampi; e pela etapa regional – Nordeste dos JIF’s. Creio que a união das várias forças (alunos, professores e gestores) seja a chave para o nosso instituto sempre estar em destaque, sem falar na relevância do apoio e suporte dos gestores da nossa instituição, nas figuras dos Diretores Gerais, Diretoria de Atividades Estudantis e do Reitor, que buscam apoiar e incentivar as práticas esportivas nos diversos campi da Instituição. 

Participar dessas competições é muito significativo na vida dos alunos. Falo por experiência própria, pois um dia já fui aluno e atleta dessa instituição: a cada evento esportivo que participava – independentemente dos resultados ou das medalhas –, ficavam as lições de união, garra, determinação, solidariedade, respeito às diferenças, convívio em grupo, e acima de tudo, amor e cada vez mais identificação com a minha escola. Essa série de coisas, com toda a certeza, foram determinantes para a escolha da minha profissão e o meu crescimento como ser humano.

Gostaria de destacar um aspecto muito positivo na formação das equipes que vão representar o IFRN nas Etapas Nordeste e Nacional: temos a prática de sempre convidar os melhores atletas dos outros campi para compor a seleção do Instituto, mesmo a equipe de determinado campus tenha sido campeã do Intercampi, afinal a ideia é fazer com que o IFRN sempre tenha times fortes e prontos para brigar pelos títulos."

João Dias, técnico do Vôlei de areia

"A possibilidades dadas aos nossos estudantes através do esporte extrapolam os gestos técnicos do esporte; a corporeidade se expressa através das sensações, do sentimento de pertencimento e da interação estabelecida entre os meninos, meninas, professores, professoras e demais profissionais que vivenciam esta experiência mágica que é o esporte, pois a vivência esportiva transcende os aspectos meramente corporais."

Arnóbio Filho, diretor-geral do Campus Natal-Central

"Esses jogos (classificatórios e fase final de Intercampi, regional e brasileiro) deixam muito na vida dos nossos alunos/atletas e nas vidas dos servidores, pois é um processo de ensino em que a aprendizagem é mútua, fixando experiências para eles e para nós. As vivências ficaram na memória de cada um: os erros, acertos e o aprendizado sobre o que podia ter sido feito de melhor. É em experiências como essas que nossos estudantes põem em prática todos os valores e princípios que o esporte transmite e é onde eles apreendem a importância de ter e usar as oportunidades, visto que – para alguns deles – é um novo mundo que surge no horizonte: viagens a outros estados, estadia em hotéis de grande porte, visita a lugares históricos, dos quais apenas ouviam falar nas aulas e liam nos livros. Essa série de vivências ficam atreladas à imagem do esporte, pois foi ele quem permitiu – junto ao ensino, claro – essa conexão com o mundo lá fora."

Gizelda Maia, técnica do Vôlei

"O único sentido de nossa Instituição existir são os alunos. Estar em contato com eles numa ocasião como os Jogos dos Institutos Federais é uma experiência fascinante e, ao mesmo tempo, um desafio para a gente que trabalha na comunicação. A todo instante as competições estão acontecendo e precisamos nos programar e nos dividir com o intuito de fazer uma ampla cobertura e de captar os melhores momentos: das alegrias provenientes das vitórias, das superações e até mesmo das lições que surgem com as derrotas. Até porque estar ali com jovens de todas as regiões do Brasil é um verdadeiro intercâmbio de experiências e culturas que vale muito mais do que qualquer medalha ou troféu. E é isso que a gente pretende passar para o público, por meio de matérias e registros fotográficos."

Alberto Medeiros, fotógrafo da equipe de comunicação do IFRN

"Integrar a delegação do IFRN no JIF valeu muito a pena. Compartilhar a temporada com alunos/atletas e servidores, inclusive de outras instituições, foi uma experiência enriquecedora. Os professores de Educação Física, mais que docentes, complementam a formação humano-profissional dos alunos. Mais que educadores, são líderes, incentivadores e amigos para a vida toda. Todos estão de parabéns!"

Marcílio França, fotógrafo da equipe de comunicação do IFRN

Achei a experiência bastante enriquecedora, pois, enquanto aluno, pude perceber quantas oportunidades o IF dá para seus estudantes e, enquanto estagiário, observei como servidores e alunos participam e são dedicados às disputas, indo atrás dos objetivos. Na etapa Regional dos JIF’s eu estive como fotógrafo e vivenciei um mundo novo. Por opção, não me dediquei aos esportes no Instituto, onde faço Multimídia (curso técnico integrado ao Ensino Médio), mas vi que há muitas pessoas que querem viver do esporte e essas experiências são maravilhosas. Eu acho tudo muito bom.

 

Thuan Oliveira, estagiário da equipe de comunicação do IFRN

Vejo o esporte como atividade de inegável importância para o jovem. E essa importância se dá em várias frentes: há ensinamentos com relação ao espírito de equipe, em relação à autoestima e, no trato fisiológico, ajuda no combate a obesidade juvenil, por exemplo. Outro destaque, também voltado para questões de saúde, é o cuidado com a alimentação, com aquecimento, o que previne lesões. A experiência desses jogos é algo incrível. É a oportunidade de o jovem aprender a lidar com as decepções e derrotas, o que faz parte do dia-a-dia de um mundo competitivo.  O suporte dos professores nessas horas, ajudando-os a trabalhar com essas frustrações, eu vi bem de perto e é muito bom.

Ana Cristina Gondim Filgueira, da equipe de saúde.

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