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Iniciação científica

Empatia no mundo do trabalho: conheça o projeto de roupas inteligentes

31/10/2018 - Desenvolvido por alunos de Caicó, o projeto trabalha conceitos de tecnologia ergonômica

Empatia no mundo do trabalho: conheça o projeto de roupas inteligentes

Estande na Secitex 2018 mostrou a produção do curso de eletrotécnica do Campus Caicó. Foto: equipe

Por Ricarla Nobre (estagiária da Reitoria)

Você já pensou em combinar tecnologia, trabalho e vestuário? Os alunos do Campus Caicó do IFRN sim. No segundo dia da Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão (Secitex) do IFRN, os estudantes potiguares de eletrotécnica trouxeram o projeto pioneiro de “Desenvolvimento sistêmico inteligente baseado em smart clothes”, que tem como objetivo fazer medições de conforto térmico e monitoramento da postura da coluna vertebral em ambientes de trabalho.

Alysson Azevedo, 17, conta que o projeto de smart clothes (roupas inteligentes), chega para preencher uma lacuna deixada pelas Normas Regulamentadoras, que segundo ele, focam no ambiente de trabalho o considerando como um todo. Segundo o estudante, a pesquisa desenvolvida pelo projeto busca trazer à tona questões relacionadas com a individualidade do trabalhador no quesito de conforto e em como ele está se sentindo em sua ambiência de trabalho.

Partindo dessa premissa, e junto ao professor Chagas Souza Júnior, que é engenheiro eletricista, os alunos buscaram se aprofundar nesse universo para desenvolver o produto, onde foram colocados em conjunto conceitos de conforto e ergonomia.

Pesquisas

No primeiro caso, foram feitos cálculos da coluna vertebral para definir seus valores-padrões e sua disposição correta, coletando esses dados através sensores colocados na roupa, e os enviando via bluetooth para um aplicativo no celular conectado a um site de gerenciamento, onde pode-se monitorar a postura e salubridade durante a realização do trabalho. Já nos quesitos de ergonomia, as estudantes Yasmin Medeiros, 17, e Gabriela Dantas, 18, entraram no projeto-pesquisa para trabalhar a variação de postura com sensores, desenvolvendo um estudo em laboratório com auxílio de fisioterapeuta. Yasmin ressalta a importância de pesquisas que fazem a junção de tecnologia e ergonomia no ambiente de trabalho: “a orientação e pesquisas teóricas de projetos como esse são importantes para identificar os problemas antes que eles possam se agravar futuramente”.

Mercado

Dentro da perspectiva de mercado de trabalho, os alunos contam que o projeto pode ser aplicado para que haja um gerenciamento dos empregadores em relação ao conforto térmico e soluções de saúde da coluna vertebral. “A questão é que quando você entra numa empresa, principalmente por meio de contrato, você é submetido a exames, e esses exames comprovam que caso você tenha uma doença à posteriori, a responsabilidade pode ser do seu local de trabalho, podendo resultar em indenização”, relata Gabriela Dantas. Os estudantes acreditam que a relevância mercadológica do produto de seu projeto, entra em cena para melhorar também, a relação empregador-empregado: “Se você está num ambiente que é ergonomicamente favorável ao trabalhador, ele vai conseguir exercer o ofício dele da melhor forma possível, garantindo assim, um maior lucro para a empresa e melhora da relação entre a empresa e seus funcionários”, finaliza Alisson.

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