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Projeto Rondon

Comitiva do IFRN partilha conhecimentos e vivências no Centro-Oeste brasileiro

17/08/2017 - Extensão: entre professoras e estudantes dez integrantes estiveram, entre 15 a 29 de julho, no Mato Grosso

Comitiva do IFRN partilha conhecimentos e vivências no Centro-Oeste brasileiro

IFRN integrou edição 2017 do Projeto Rondon

Três mil, duzentos e doze quilômetros, sete estados e duas realidades. Esses números separam Paranaíta, no interior do Mato Grosso e Natal, no Rio Grande do Norte. Essas realidades entraram em contato, entre 15 a 29 de julho, quando uma equipe multidisciplinar de alunos e professores do IFRN foi parte da edição 2017 do projeto Rondon, realizado entre o Norte e o Centro-Oeste do Brasil.

Com o tema “Uma experiência de socialização do saber: sustentabilidade na Serra do Cachimbo”, rondonistas de 19 Instituições de Ensino Superior viveram a realidade de sete municípios e dois distritos da região, cravada entre o Pará e o Mato Grosso. Entre propostas para o desenvolvimento de projetos em áreas como Comunicação, Tecnologia e Produção, Meio Ambiente e Trabalho, nestes locais foram desenvolvidas atividades e oficinas com os moradores a fim de proporcionar a formação de multiplicadores, tudo isso através de conjuntos de ações, visando sempre o caráter vinculativo entre ensino, pesquisa e extensão para discussão no âmbito social.

Aluna do curso de Gestão Pública, Kimberly Mendonça destacou a experiência do projeto Rondon como grande oportunidade de colocar em prática conhecimentos, compartilhar ideias, agregar valores, aprender condutas éticas, morais e de solidariedade: “A participação em um projeto assim significa ampliar perspectivas sócio educacionais e econômicas e proporciona uma reflexão sobre as questões de produção tecnológica, grande diferencial da análise crítica sobre o Meio Ambiente e a sociedade”. Para a estudante de 21 anos, que é aluna do Campus Natal-Central, iniciativas assim tornam jovens universitários multiplicadores do saber e do amor ao próximo, com o foco na gestão colaborativa, na fraternidade e na empatia atreladas à cooperação e convivência com outras culturas. “Sou extremamente grata a todo apoio prestado pela Reitoria, no que tange a pesquisa e extensão, e a garantia da permanência vinculativa à proposta ao longo dos três meses de planejamento”, disse.

Para a professora Régia Lopes, pró-reitora de Extensão no IFRN, a viagem tem importância múltipla: “além de ser a primeira que o Instituto integra a missão, do ponto de vista acadêmico é ainda mais valoroso, pois ações como essas contribuem na formação do cidadão. Levar o aluno a outros ambientes que não o de estudo, para vivenciar realidades em outras localidades do país, encarando realidades diversas da sua, vivenciando problemas sociais com os quais possa lidar. É, enfim, oportunidade de usar o conhecimento adquirido com a formação cultural, pessoal e acadêmica na construção de uma sociedade mais equilibrada", declarou.

Oficinas desenvolvidas

As atividades realizadas pelos estudantes e orientadas pelos professores utilizaram a metodologia teórica de sala de aula aliada com a prática e contaram com participantes saídos dos campi Ipanguaçu, Canguaretama, Natal-Central e Cidade Alta do Instituto. Sediada em Paranaíta, no Mato Grosso, a equipe do Rio Grande do Norte, única do Nordeste, trabalhou com minicurso, oficinas e uma gincana verde:

  • Oficina de Fotografia Digital e Composição
  • Oficina de Velas Ecológicas
  • Oficina de Oratória
  • Minicurso de LIBRAS
  • Oficina de Árvore dos Sonhos para Planejamento Escolar
  • Oficina de Produção de Ecotinta a base de Terra
  • Oficina de Inclusão digital e redes sociais para idosos
  • Gincana Verde
  • Gameshow Kahoot: A internet aliada ao professor
  • Mutirão Parque das Cores

Experiências para a vida

Nizia Klosouski, de 21 anos, que cursa Produção Cultural, tem a viagem como marco de vida: “o Rondon foi experiência de independência e autoconhecimento.  Tivemos oportunidade, atuando no campo da nossa futura profissão, de conhecer outras áreas de conhecimento. Isso sem falar nas experiências pessoais: fazer novas amizades, conhecer lugares, instituições e outras culturas, disse a estudante do Campus Cidade Alta.

“Enquanto professora, observo que o projeto Rondon nos traz grandes contribuições em três aspectos que se mesclam: o pedagógico, o técnico e, sobretudo, o humano. O pedagógico, porque sendo o maior projeto de Extensão Universitária do Brasil, nos proporciona o trabalho fora de nossa zona de conforto, transpondo as barreiras entre instituições e comunidades; técnico porque possibilita a inserção de conhecimentos oriundos da formação dos estudantes em prol do desenvolvimento social; e, sem dúvida, a maior contribuição do projeto é na formação humana de professores e alunos através da convivência extramuros universitários, por 19 dias, que ressalta tudo o que temos de mais humano”. Isso é o que pensa Juliana Carvalho, professora de Construção Civil no CNAT e coordenadora da equipe do IFRN.

Já Augusto Medeiros, do curso Construção de Edifícios, também do CNAT, diz que sair das quatro paredes tradicionais e ter a possibilidade de repassar o nosso conhecimento técnico, aprendendo mais sobre a essência humana é o legado do projeto Rondon, ”permitindo que universitários tenham as experiências que eu pude ter e voltem transformados, com o sentimento que nós podemos utilizar o conhecimento para melhorar a realidade de muitos lugares do país que precisam da nossa atenção, afinal o Brasil é uma sala de aula com mais de 8 milhões de km2”, declarou.

Projeto Rondon

O Projeto Rondon, desenvolvido pelo Ministério da Defesa, é uma iniciativa que busca executar ações que tragam vantagens duradouras para comunidades carentes, fortalecendo a cidadania por meio da participação dos universitários em conjunto com Instituições de Ensino Superior (IES) e os governos Federais, Estaduais, Municipais. Sua primeira operação, foi realizada em 1967. No ano seguinte foi criado o Grupo de Trabalho Projeto Rondon, subordinado ao então Ministério do Interior, efetivando assim, a criação do Projeto. Funcionando até 1989, e retomado a partir de 2005, o Projeto beneficia os municípios previamente selecionados com o envio de professores e alunos universitários de diferentes áreas do conhecimento.

Priorizando a formação de multiplicadores entre produtores, agentes públicos, professores e lideranças locais, o Projeto permite que as ações tenham efeitos duradouros, favorecendo no longo prazo a população, a economia, o meio ambiente e a administração locais.

Dentre estes multiplicadores, Do curso superior de Tecnologia em Gestão de Turismo, Maria Viviane do Nascimento, que é aluna do Campus Canguaretama: “o período de vivência com os Rondonistas e na cidade de Paranaíta me possibilitou a prática da cidadania e a socialização do meu saber em relação a conteúdos sobre gestão, turismo e meio ambiente, ali troquei informações com estudantes de nível médio e superior de cursos e universidades diferentes, aprendi a ser mais flexível e a enxergar o indivíduo de forma plural. As professoras do IFRN nos deram credibilidade e apoio e pudemos trabalhar nosso potencial como multiplicadores do conhecimento e nossa criticidade”. 

Desde o relançamento, em 2005, o Projeto Rondon realizou 76 operações, em 1.142 municípios de 24 unidades da federação, com a participação de 2.170 instituições de ensino superior e 21.436 rondonistas (universitários e professores), alcançando cerca de 2 milhões de pessoas.

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