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Arte por toda parte: quando as vozes falam o que o coração pulsa

01/11/2018 - Último dia da Secitex movimentou o Campus Natal Central do IFRN com apresentações artísticas

Arte por toda parte: quando as vozes falam o que o coração pulsa

A arte reuniu estudantes e servidores nos dois dias de Mostra; foto Flora Valverde, pelo 50mm

Por Romana Alves (Campus Natal Central) 

Em todos os dias da IV Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão do Rio Grande do Norte, Secitex 2018, no Campus Natal-Central (Cnat) do IFRN, a cultura esteve por toda parte. A Mostra Cultural trouxe apresentações musicais e exibição de curtas metragens, produzidos pelos alunos. O palco do auditório Pedro Silveira e Sá Leitão ganhou cores e ritmos, iluminado por vozes de diferentes tons e representantes potiguares. Alunos dos diferentes campi soltaram suas vozes e trouxeram para o público a diversidade musical, que foi do rock nacional ao forró. 

A primeira banda a se apresentar, na quarta, 31, formada por integrantes do Campus Natal-Central, nasceu de um projeto de extensão. Segundo o professor de música, Valdier Ribeiro: “O grupo surgiu de um projeto de extensão maior nosso, que tem como uma das metas a criação de bandas”. De acordo com Iuri Rabel, aluno do curso de Administração do Cnat, vocalista da banda “Os Epistemológicos”,  os ganhos vão além da oportunidade de se apresentar: “A gente vai trazer o rock nacional anos 80, estilo "Cazuza", "Legião Urbana" e "Aborto Elétrico". A sensação de estar aqui é muito boa, especialmente pela interação musical, novas amizades e novos conhecimentos sobre a música. Literalmente um show, é bem empolgante!”.

O rock nacional também foi o ritmo escolhido pela banda: “É o que temos”, do Campus Caicó. Segundo Isadora Medeiros, integrante do grupo musical, “tem sido muito massa poder interagir com outros campi, conhecer gente nova e reencontrar pessoas”. Esse encontro de pessoas tem reunido muitos amantes da música, das mais diferentes vertentes, caso do aluno do Campus Parnamirim, Paulo Roberto Araújo, da banda “Desencantados”, que foca no ritmo nordestino: “Nossa banda vai mostrar que o forró é bom de escutar e de tocar também, é a nossa cultura”, explicou o músico de uma das muitas bandas que se apresentaram hoje, dos mais variados campi.

Assim, a diversidade de bandas, que trouxe grupos como “Desencantados”, encantou a todos que estavam na plateia, caso da aluna Josyara Oliveira da Costa, do Campus Ipanguaçu: “Sempre fui muito ligada à veia artística, especialmente à parte da dança. E essa parte cultural é muito legal, porque você relaxa conhecendo vários estilos”. Estilos diversos que mobilizaram desde aluno e professores a músicos convidados. De acordo com o músico Jaime Gomes, professor de Música pela UFRN, convidado para tocar, a Secitex tem sido uma oportunidade de valorização cultural: “Acho super interessante, porque é um meio de mostrar o que os alunos estão aprendendo e fortalecer nossa área”.

Amostras da Mostra

E nem só de música vive o último dia da Mostra Cultural da Secitex 2018. Além das apresentações musicais, houve a exibição de filmes na Sala de Música do Campus Natal-Central.  Dentre as produções, muitas trouxeram importantes temas para reflexão, como “Cicatrizes de um Relicário”, do Campus Mossoró, representado por Sofia Guedes Moura; “O que é Feminismo”, por Rafael Praxedes; e “Psique Subversivo”, por Mel Vitória Gurgel, ambos também do Campus Mossoró.

De acordo com Mel Gurgel, a Secitex tem sido uma janela para mostrar as produções cinematográficas dos alunos, mas também para trazer à tona temáticas importantes e sentimentos das vivências de cada um: “Está sendo muito bom porque é uma oportunidade de valorizar a Arte e os alunos, além de a gente ter a liberdade de produzir o que quiser. O evento faz a gente mostrar o que sente e o que produziu com tanto carinho. Eu tirei como base um assunto que eu queria muito retratar. Algo que eu e outra pessoa do meu grupo vivemos, a questão da Síndrome do Pânico. Uma forma que a gente encontrou de conhecer mais sobre isso”.

De acordo com a estudante, o vídeo traz relatos reais de pessoas que sentiram na pele a mesma situação que ela: “No vídeo, trouxemos relatos de pessoas do IF. Um rapaz que, após pressão escolar, desenvolve esse medo, e uma menina que, após um trauma de uma perda muito grande, desenvolve também esse pânico. É interessante refletir que precisamos sair da nossa bolha e procurar olhar mais para o outro, procurar saber se essa pessoa está bem. É difícil, mas, se cada um ajudar o outro, a gente consegue”. Esse olhar para o outro também foi a preocupação de alunos como Sofia Guedes: ” O vídeo trata de uma vítima de bullying nas redes sociais, sobre a questão da propagação do ódio, por imposição de padrões estéticos”.  

Segundo Monique Dias de Oliveira, professora de Artes do Campus São Paulo do Potengi, os vídeos realizados por seus alunos também trouxeram reflexões sobre o mesmo assunto: “Um dos grupos fala sobre cyberbulling, do assédio virtual que as pessoas sofrem, dos rótulos e preconceitos. O curta trata sobre adolescentes que passam por situações de depressão. Inclusive exibimos esse vídeo por causa do “Setembro Amarelo”. E o outro, “Alma não tem cor”, trata do racismo, dos pobres da zona rural, do desejo de progressão dos estudos e dessa busca pela identidade cultural e de afirmação da própria identidade”.

Os vídeos exibidos na Secitex 2018 foram produzidos com temática livre, de diversos campi diferentes, muitos dos quais foram resultados de práticas de sala de aula e outros de projetos de extensão.

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