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Campus Party Natal

A tecnologia em busca de novos horizontes

13/04/2018 - Estudantes e servidores do IFRN discutem inovação e justiça social para o mundo conectado

A tecnologia em busca de novos horizontes

Suzy Oliveira, Analista e Desenvolvedora de Sistemas pelo IFRN, co-fundadora do Code Girl e CEO da Linkest, fala sobre empreendedorismo. Foto: Thuan Duarte

A maior experiência tecnológica do mundo. É assim que a Campus Party se define. Um evento para debater tecnologia, mas, principalmente, reunir pessoas. Pela primeira vez em Natal, a CP, como também é chamada, reúne nos seus 5 dias de atividades estudantes e servidores de todos os campi do IFRN (o evento começou na quarta, 11 de abril, e segue até domingo, dia 15) .

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte tem na tecnologia um dos seus eixos principais. Cursos já conhecidos do público como Informática, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores se unem a novas propostas como Mecatrônica e Desenvolvimento de Jogos Digitais. São os servidores e alunos desses cursos os principais representantes do Instituto na CP Natal.

Mas não só eles. A professora Vanessa Paula Trigueiro, de Fotografia (Campus Natal-Cidade Alta), se uniu a Ana Eliza Trajano, de Sociologia (Campus Santa Cruz), Maria Luiza Lopes, de Arte (Campus Mossoró), e Pedro Baesse, de TI (Campus Ceará-Mirim), para levar à Campus Party Natal uma discussão sobre hackeamento do sistema escolar. “Nosso objetivo é mostrar como é possível inovar e subverter as práticas em sala de aula, a fim de repensar nosso engessado modelo escolar”, explicou Ana Eliza (a palestra começa á 0h deste sábado, 14 de abril).

Falando também sobre novas propostas pedagógicas, o professor Amadeu Albino, de Física (Campus Natal-Central), realizou a palestra “Da Magia à Ciência: a criação de vídeos como veículo de motivação e aprendizagem”. A atividade aconteceu no palco “Educação para o Futuro”, que ficou lotado de pessoas para ouvir como o professor utilizou a ferramenta Youtube para transformar suas aulas. “O segredo é sempre criar envolvimento. Não adianta mostrarmos como funciona. Precisamos encantar nossos estudantes para que eles se tornem curiosos por descobrir como acontece”, declarou. Com o seu canal no Youtube, Amadeu passou a ser conhecido como o Mago da Física.

O professor Rodrigo Ronner, de TI (Campus Mossoró) apresentou no espaço “Coders and Makers” um workshop sobre simuladores e emuladores de redes de computadores. Mas, talvez, sua participação mais importante tenha sido como avaliador dos projetos apresentados na “Campus Future”. “A ideia é expor projetos acadêmicos de estudantes universitários que tenham destaque pela utilização da tecnologia, sejam inovadores, criativos e também tenham um impacto social relevante”, destacou.

Nas suas palavras, o professor sintetizou a missão do IFRN: usar a tecnologia e a ciência de forma criativa e inovadora para transformar a sociedade. No “Campus Future”, projetos como “Robótica Pedagógica Livre”, do Natal-Zona Norte, mostraram como é possível levar a iniciação à programação a estudantes da rede pública da Zona Norte de Natal, melhorando os processos de ensino-aprendizagem. O projeto foi desenvolvido por alunos do Curso de Licenciatura em Informática, avaliado no início deste ano com Conceito 5 pelo MEC. Na entrada da CP Natal, um estande da prefeitura de Parnamirim também apresentava robôs criados no campus do IFRN da cidade para levar a robótica a estudantes de escolas estaduais e municipais.

DE ONDE VEM A INOVAÇÃO

A Campus Party é um espaço colaborativo. Não há paredes separando pessoas. Quatro palcos principais ficam localizados nas margens de um grande salão onde mesas conectadas com energia e internet unem ideias e pessoas. Algumas jogam enquanto outras desenvolvem novos softwares ou se juntam para falar sobre um tema específico.

Em uma delas, as integrantes do projeto Code Girl, do Campus Natal-Central, procuram novos caminhos para integrar mais mulheres na área de TI. Em uma outra mesa de trabalho, estudantes do curso de Programação de Jogos Digitais, do Campus Ceará-Mirim, procuram formas de colocar o Rio Grande do Norte no centro do cenário de produção de jogos com o Potiguar Indie Games, ou simplesmente PONG. “Em minha palestra na CP Natal, falei sobre como uma pessoa com o mínimo de conhecimento pode criar um controle alternativo para os seus projetos de jogos digitais”, explicou Saulo Daniel Ferreira Pontes, aluno de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFRN Natal-Central e integrante do PONG.

No salão principal da Campus Party Natal, ideias convencionais (ou nem tanto) se unem para formar novas. Ao fundo do espaço físico, uma porta de vidro leva a uma visão do mar, com o horizonte ao final. É em busca desse novo horizonte social que a tecnologia é pensada na CP Natal e no IFRN.

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