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RECONHECIMENTO

Estudante do Campus é aprovada em universidade norte-americana

27/02/2019 - Kalyane Bezerra vai cursar Ciência da Computação na Universidade de Minerva, na Califórnia

Estudante do Campus é aprovada em universidade norte-americana

“Eu acho que se eu não tivesse feito Informática para Internet aqui [no IFRN], talvez eu não soubesse que eu me encaixo tão bem nessa área”, contou Kalyane

“Eu acho que se eu não tivesse feito Informática para Internet aqui [no IFRN] talvez eu não soubesse que eu me encaixo tão bem nessa área e fico muito feliz em trabalhar com programas de computadores”, contou Kalyane de Oliveira Bezerra, egressa do Campus Natal - Zona Norte e recentemente aprovada para cursar o ensino superior em Ciência da Computação na Universidade de Minerva, em São Francisco, Califórnia. 

Chegado o momento do Exame de Seleção para os cursos técnicos integrados ao ensino médio do IFRN, algumas pessoas se deparam com a dúvida de qual formação seguir. Para a estudante, não foi diferente. Incentivada por uma de suas duas irmãs mais velhas, que visava à chance de ter algum membro da família para consertar o computador de casa, Kalyane se inscreveu no processo seletivo para o curso de Informática, no Campus São Gonçalo do Amarante do IFRN. No ano em que foi aprovada, surgiram novas vagas para o curso de Informática para Internet no Campus Natal-Zona Norte do Instituto. Ela fez sua inscrição e foi selecionada mais uma vez. Entre risadas, conta que durante os quatro anos de formação, que teve início em 2014 e conclusão em 2017, ela abriu os olhos para a área que queria prosseguir: a Ciência da Computação. 


Trajetória e incentivo na Instituição

“Desde sempre acompanhei a evolução de Kalyane e tive a oportunidade de ser seu professor, ao longo do curso. Ela sempre se destacou com participações nas atividades acadêmicas e para além delas”, afirmou Edmilson Campos, diretor-geral em exercício no Campus Natal - Zona Norte. O educador revelou que a estudante participou de projetos de pesquisa e extensão do Campus, sendo que, em um dos seus projetos de pesquisa, ela chegou a ir à Rússia representar o IFRN em competição internacional, com financiamento da Instituição. “Sem dúvida, para nós, é imensamente gratificante ter feito parte da formação de Kalyane, tê-la incentivado academicamente e profissionalmente, e, agora, poder vê-la conquistando o mundo”, completou.

Segundo Kalyane, o processo de seleção para as universidades norte-americanas é diferente dos brasileiros. “São avaliadas não só notas, mas também a escrita, realizações na vida, projetos extracurriculares, cartas de recomendação e algumas provas de proficiência na Língua Inglesa. 

Ainda de acordo com a estudante, a Universidade de Minerva acredita que qualquer pessoa extraordinária possa estar em qualquer lugar, independente do gênero, da classe econômica e do país de origem. “Para que eu conseguisse passar para Minerva, eles tiveram de fazer alguns challenges (desafios, em português), que são seis testes online, de Lógica, Matemática, Inglês, criatividade, interpretação de texto e comunicação. Eu fiz todos esses testes, coloquei algumas das minhas atividades extracurriculares e também a carta de recomendação do diretor aqui do Campus”, contou. Além disso, a equipe da Universidade ofereceu uma entrevista, a fim de conversar com Kalyane e seus familiares, para esclarecer possíveis dúvidas, antes de seu ingresso na Universidade, que acontece em setembro de 2019.


Caminhos

Quando a aluna estava no terceiro ano do ensino médio, um de seus professores convidou a turma para assistir à palestra de um egresso que estudava fora do Brasil. “Na hora que eu vi essa oportunidade, saí correndo e sentei na primeira fileira do auditório. Quando terminou, eu soube que qualquer pessoa poderia estudar fora [do país], desde que realmente quisesse e corresse atrás daquilo”, diz. 

Kalyane admitiu que tudo aquilo pareceu utópico e muito difícil de ser alcançado, todavia, mesmo assim, tentou e foi aprovada em alguns programas gratuitos com mentoria (Education USA, Prep Estudar Fora, BRASA, Braie, ComeNE e outros) que a ajudaram em seu processo. “uma das minhas mentoras era do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a outra era de Minerva. Também me eram oferecidos auxílios para pagar as provas, viagens, aulas, palestras, além de convidarem pessoas de outras universidades para falar sobre suas experiências”, relatou.

Ela também está concorrendo à uma bolsa da Fundação Estudar, que vai financiar até 40 mil dólares durante a graduação, caso ela seja selecionada. Este resultado será divulgado no final de abril.


Aprovação e perspectivas

“É um sonho poder passar para esta Universidade [Minerva]. Eu apliquei para 17 [universidades], no total, mas esta, como eu queria muito passar para ela, apliquei com a opção de uma avaliação expressa e recebi o resultado mais rápido do que as outras universidades”, diz a estudante. Kalyane afirmou que quer se tornar uma cidadã-global: ela vai passar por sete países durante os quatro anos de graduação (Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Coreia do Sul, Argentina, Taiwan e Índia). “Não vai ser nada fácil, será um choque de cultura a todo momento, também ver a questão socioeconômica dos países, eu vou entender os problemas globais. À medida que o curso vai progredindo, os alunos têm que fazer um projeto para auxiliar algum problema local, então, a cada semestre, vou ter que solucionar uma questão da comunidade”, conta. 

Edmilson destacou que a Universidade de Minerva é conhecida por apostar em métodos de ensino inovadores e está imersa dentro do próprio Vale do Silício - região que concentra as maiores empresas de tecnologia do mundo. “Com o potencial desta região, não me espantaria vê-la, em alguns anos, como uma profissional de sucesso neste setor, atuando em empresas mundialmente conhecidas da região ou mesmo trabalhando em seu próprio empreendimento”, completa. 

A estudante explicou que, nos Estados Unidos, as férias de verão duram cerca de quatro meses (maio, junho, julho e agosto). “Durante esse período, eu pretendo fazer algum estágio e voltar para o Brasil, para passar um mês e matar as saudades da minha família. É direito de qualquer estudante que cursa graduação, também, um ano após a conclusão, trabalhar lá. Eu pretendo, justamente, usar esse ano para trabalhar, e depois, quero trazer o meu conhecimento para o Brasil, porque penso que são as pessoas que mudam o mundo, e eu acho que o Brasil precisa muito ser mudado”, afirma. 

O conselho de Kalyane para os estudantes que têm as mesmas pretensões para o futuro é nunca desistir do sonho e que se deve correr atrás de qualquer oportunidade que aparecer, pois nunca se sabe qual será o retorno. “Qualquer coisa que você encontrar, busque, faça, não se importe com os comentários das outras pessoas: é você que muda, não são elas”, concluiu.

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