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Evento Cultural

De mãos dadas com a cultura da região, Campus promove evento sobre mestres de cocos

09/02/2018 - A atividade contou com a exibição de um documentário sobre o tema

De mãos dadas com a cultura da região, Campus promove evento sobre mestres de cocos

Apresentação do coco de roda do Mestre Bacalhau.

Na noite da última terça-feira (6), o Campus Canguaretama recebeu o Coletivo Ganzá, representado por Felipe Scapino, Joice Temple, Juliana Amorim e Kelly Santos; os mestres e os demais participantes dos cocos de roda e de zambê, como o senhor Bacalhau e Sérgio Marques, respectivamente. O evento teve início com uma homenagem ao mestre Chico Antônio e, em seguida, com a exibição do documentário “Caminhos do coco”, desenvolvido pelo Coletivo, que aborda a valorização dos mestres, das histórias que circundam as danças e da transmissão cultural entre as gerações dos integrantes. 

O projeto multimídia tem como objetivo mostrar os resultados das gravações sobre diversas comunidades em Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, nas quais os mestres reavivam a cultura dos cocos em suas localidades. A exposição desse trabalhou reuniu alunos dos cursos Tecnologia em Gestão de Turismo e Licenciatura em Educação do Campo e os grupos dos cocos de roda e zambê de Canguaretama e de Sibaúma (Tibau do Sul). 

Após o filme, no Centro de Vivência, discentes e professores prestigiaram as apresentações dos mestres e seus grupos de cocos. Em um momento de descontração através da dança e da música, foi possível conhecer mais a respeito das tradições da região, na qual as performances e as letras das canções são repassadas de pais para filhos, reacendendo as raízes culturais de cada lugar. O mestre do coco de roda no município de Canguaretama, conhecido como Bacalhau, revela que aprendeu a profissão desde os 7 anos de idade ao ver seus pais e avós envolvidos na brincadeira. 

Diante disso, a diretora e roteirista do “Caminhos do coco”, Joice Temple conta, emocionada, a respeito da importância do desenvolvimento do documentário para o Coletivo e para a sociedade, ressaltando que “a cultura não pode acabar”. Ao relembrar a trajetória pelos 6 estados durante 33 dias para realizar as gravações, ela destaca sobre o trabalho dos mestres para preservar os cocos, “o amor que eles têm pela cultura e o quanto se dedicam”. Mediante o retorno aos lugares onde foram feitos o filme, Joice conclui ao dizer que o dever do grupo está cumprido pelo fato de mostrar os frutos àqueles que contribuíram para a realização dele. 

O professor e Diretor Acadêmico do Campus Canguaretama, Flávio Ferreira, “acredita que somente trabalhando o fortalecimento da identidade local, reconhecendo nossos mestres da cultura popular podemos avançar na cidadania plena, onde se participa e celebra nossas manifestações mais importantes”. Já o docente Isaac Melo, organizador da homenagem ao mestre Chico Antônio, afirma que “(re)conhecimento dessa manifestação (o coco) proporciona a ampliação  do saber sobre as comunidades locais, desde os aspectos artísticos-culturais como também sociais”. Além disso, segundo o professor Ivickson Cavalcanti, atividades como essa "vão ao encontro das finalidades e objetivos dos Institutos Federais , uma vez que propõem estimular a pesquisa aplicada, a produção cultural e o desenvolvimento social da região". 

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