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SEMANA DE LINGUAGENS

Oficina de pipas: física e poesia no resgate de brincadeiras de infância

19/10/2017 - Alunos de Informática participam de oficina para confecção de pipas, ministrada pelo professor Vladson Galdino

Oficina de pipas: física e poesia no resgate de brincadeiras de infância

Nos preparativos para a Semana de Linguagens, a turma do 3º ano de Informática Integrado participou, na manhã desta terça-feira, 17 de outubro, de uma oficina para confecção de pipas, ministrada pelo professor de Física do Campus Apodi, Vladson Galdino. A oficina é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela professora Kalliane Amorim, da disciplina de Língua Portuguesa, cujo objetivo é refletir sobre os diferentes modos de ser criança, no passado e na atualidade.

 

 

Para isso, a professora trabalhou em sala de aula com crônicas de Fernando Sabino, poemas de Manuel Bandeira e Cecília Meireles, fazendo um diálogo com a obra do pintor paulista Cândido Portinari, que, em suas telas, sempre gostava de retratar a paisagem interiorana de Brodówski, com crianças brincando ao ar livre, especialmente com pipas, bolas e balanços. Em outras telas, o pintor exibia meninos e meninas fazendo piruetas, dando cambalhotas, utilizando o próprio corpo como brinquedo e brincadeira. Perguntado sobre o motivo de pintar tantas cenas assim, Portinari teria dito que brincando desse jeito, as crianças pareciam anjos flutuando. 



Para a realização da oficina, os alunos coletaram talos de palha de coqueiro no próprio campus e aprenderam que, para fazer uma pipa voar, é necessário que ela tenha resistência, simetria e equilíbrio. A resistência é conferida pela armação da estrutura da pipa, feita de talos atados por uma linha de algodão. A simetria depende da correta proporção entre os talos, sendo que o maior, de 34 cm, posiciona-se perpendicularmente em relação aos dois talos menores, de 27 cm cada. Medindo-se rigorosamente a distância entre eles e, em seguida, fazendo a amarração para dar à pipa seu aspecto côncavo, é possível observar a simetria ao posicioná-la no chão com o lado côncavo virado para baixo: se a estrutura ficar com todos os lados iguais, a pipa estará simétrica e quase pronta para voar. Por último, faz-se a amarração de linha ao redor da estrutura, cola-se o papel seda e finaliza-se a pipa com o seu cabresto, no qual se amarrará a rabiola, responsável pelo equilíbrio.



Os alunos construíram suas pipas coloridas e nelas fixaram os poemas que construíram em grupo, em seguida foram para um espaço aberto, sem fiação elétrica, para se divertir soltando suas pipas poéticas. O processo e o resultado podem ser conferidos nas imagens.

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