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ROBÓTICA

Regional de Robótica traz ao IFRN mais de 200 projetos

18/08/2017 - Etapa da Olimpíada Brasileira de Robótica reuniu milhares de expectadores.

Regional de Robótica traz ao IFRN mais de  200 projetos

Criadores e criaturas: entre eles, o robô do cubo mágico

Área antes predominantemente composta por homens, a robótica tem aberto mais espaço para as mulheres dia a dia. Exemplos preenchem a história por trás da 11ª etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que aconteceu nos últimos dias 19 e 20 de agosto, no Campus Natal-Central. Coordenadora  do evento, a professora Sarah Sá falou da experiência: “Até o ano passado a coordenação nacional [da OBR] estava sob os cuidados de uma mulher. Neste ano, o coordenador é um homem, mas a sua equipe é completamente composta por mulheres. Não há barreira quando o trabalho é bem feito” disse a coordenadora, entusiasmada. "Na faculdade eu sofri bastante preconceito por ser mulher, chegando a receber notas menores que meus colegas do sexo masculino, mesmo desenvolvendo o mesmo trabalho com o mesmo nível de excelência”, completou. 

Olimpíada Brasileira de Robótica

A etapa regional da OBR contou com a mostra de robótica, planetário, exposições de laboratórios convidados e empresas de impressão 3D e kits de robótica, arquibancadas para o público, áreas de treinamento para os inscritos, além de competições de robótica em nível superior, médio e fundamental, gerando um público aproximado de 4.000 espectadores, 208 equipes inscritas, 700 alunos competindo e 71 expositores em 21 trabalhos. E um desses trabalhos chamou atenção: um robô que soluciona cubos mágicos, das alunas Samara Revoredo, Helora Monteiro e Camila Teixeira, do Campus Natal-Central do IFRN.

Pondo em execução a ideia do professor Plácido Souza, coordenador do Núcleo de Desenvolvimento de Softwares, Samara, Helora e Camila são as responsáveis pelo robô capaz de solucionar cubos mágicos. Especialista em softwares e cubista, Plácido procurou o auxílio do colega João Moreno, especialista em hardwares, para idealizar o robô, mas sem muita expectativa: "eu não acreditava na funcionalidade do robô, achava que essa ideia não poderia ir adiante” admite o coordenador. Graças ao trabalho das alunas, contudo, foi desenvolvida uma primeira versão do robô, construída com palitos de picolé. Para otimizá-la, a equipe encomendou uma base de suporte ao cubo em uma empresa de impressões 3D. Para a alegria do grupo, a empresa acreditou no projeto e produziu uma versão estrutural toda impressa em 3D. Ainda visando aperfeiçoar o robô, as alunas produziram uma estrutura adicional que foi responsável pelo “abraço” no cubo. Apesar de não ter competido na OBR, o robô do cubo mágico participou da Mostra Nacional de Robótica que aconteceu dentro do evento, alcançando um papel de destaque nesses dois dias. "Estávamos confiantes porque trabalhamos duro para que o robô executasse todos os nossos comandos. Sabíamos das suas limitações, mas ele cumpriu o seu papel e nos deixou muito felizes" relatou Samara.

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