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Reitoria reúne servidores e estagiários para discutir orçamento 2019

05/07/2019 - Reunião buscou atualizar equipes de trabalho nas medidas para redução de gastos

Reitoria reúne servidores e estagiários para discutir orçamento 2019

Em sua fala, Juscelino Cardoso falou sobre as ações pós-bloqueio

Na tarde da última quinta (4), os pró-reitores de Administração (Proad) e de Desenvolvimento e Planejamento Institucional (Prodes) reuniram os servidores, estagiários e trabalhadores das empresas terceirizadas no auditório da Reitoria do IFRN. Na pauta, o bloqueio de recursos orçamentários que o governo impôs às instituições de ensino ligadas ao poder executivo federal.

Em sua fala, Juscelino Cardoso, à frente da Proad, destacou os números desse bloqueio: “Na nossa instituição, tivemos uma redução no orçamento de aproximadamente R$ 27 milhões. Esse impacto foi em cima dos recursos destinados à manutenção do IFRN. Ou seja, os recursos que mantém o funcionamento e cobrem gastos como pagamento de água, luz, contratos de pessoal de empresas terceirizadas, energia elétrica, materiais de consumo, telefone, internet, entre outros”. O pró-reitor ainda acrescentou que a reunião realizada na Reitoria aconteceu após uma ampla discussão em todas as unidades do Instituto em que o foco foi a readequação à nova realidade orçamentária: “após discutirmos com os dirigentes dos campi como fazer os devidos ajustes, agora estamos trazendo essas informações ao pessoal da Reitoria, para mostrar quanto tínhamos, quanto temos para fazer frente aos compromissos assumidos junto aos fornecedores com o orçamento 2019”. Juscelino disse ainda que torce pela reversão desse bloqueio. "Se não houver uma reversão do bloqueio orçamentário, teremos muita dificuldade para honrar todos os compromissos do exercício de 2019 até o final do ano, mesmo adotando todas as medidas", completou.

Por parte da Prodes, o professor Marcos Oliveira também apresentou dados e falou aos presentes sobre como cada servidor pode participar para ajudar a instituição a conseguir se ajustar à realidade orçamentária atual e, assim, fechar o ano com suas contas quitadas. Segundo Marcos, as discussões para essa adequação iniciou-se há dois meses: “esse é um processo que teve início com o chamado Grupo de Trabalho do Orçamento (GTOR), formado desde 2017 para analisar as questões de orçamento de toda a Instituição. Agora esse esforço resulta naquilo que temos chamado de 'medidas mitigadoras'. As medidas são um conjunto de proposições definidas pelo GTOR que foram apresentadas, discutidas e aprovadas no Colégio de Dirigentes do IFRN. A partir de então cada um dos campi e também a Reitoria está adotando suas medidas internas para dar conta dessa nova realidade”, finalizou.

Medidas mitigadoras

As medidas tomadas variam de encerramento de contrato de estagiários e trabalhadores de empresas terceirizadas a cancelamento das aulas de campo. O Campus Natal-Cidade Alta só manteve três viagens do curso de Guia de Turismo, pois são da grade curricular. Em João Câmara já acontece uma campanha de uso racional da energia e foram tomadas medidas em relação ao uso dos aparelhos de ar-condicionado, ligando só a partir das 8h30 e desligando às 17h30, evitando o horário em que o fornecimento de energia é mais caro.

No Campus São Paulo do Potengi, cada setor tem horário diferente para uso dos aparelhos de ar-condicionado. Segundo seu diretor de Administração, Thiago Azevedo, entre 4h a 6h diárias nos setores administrativos, em uma unidade que funciona nos três turnos. Situação parecida acontece em Currais Novos, os aparelhos de ar-condicionado também estão com uso racionado, foram suspensas as aulas de campo e uso da quadra e do campo pela comunidade externa: “cedíamos os espaços para a comunidade usar em eventos de interesse da sociedade, como ações de saúde e campanhas educativas. Agora não dá. Até as luzes estão sendo desligadas em alguns locais e horários ou foram desligadas 50%”, disse Andreilson Oliveira, diretor-geral do Campus.

Na Reitoria houve a adequação do horário de trabalho, com o atendimento passando das 7h às 17h30 (para reduzir consumo no horário das 17:30 às 20:30, em que a tarifa custa seis vezes mais), reorganização dos espaços de trabalho para reunir servidores em número menor de salas, redução de gastos com diárias, passagens aéreas e gratificação de encargos de cursos e concursos em 70%, redução de gastos com a contratação de estagiários, redução de investimentos em capacitação na ordem de 75% e redimensionamento das atividades que exigem deslocamento entre os campi e/ou Reitoria, priorizando o uso de videoconferências, por exemplo.

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