Você está aqui: Página Inicial / Campi / Reitoria / Notícias / Quanto eu tirei?
Campus Cidade Alta

Quanto eu tirei?

22/03/2017 - Professor utiliza método em que os alunos participam diretamente da atribuição das notas

Quanto eu tirei?

Professor Augusto Ribeiro com turma da Unidade Rocas do IFRN Cidade Alta. Foto: Beto Leite

O que você faria se nas provas escolares pudesse dar sua própria nota? Tentaria colocar uns pontinhos a mais ou seria justo avaliando erros e acertos para colocar sua nota? Foi pensando sobre como estimular seus alunos que o professor de Educação Física do IFRN Cidade Alta Augusto Ribeiro desenvolveu uma nova dinâmica em que os estudantes atuam na correção das provas.

Primeiro o professor corrige as provas, apenas marcando os erros e acertos em outra folha. Em um outro momento, as provas são devolvidas e os estudantes identificam, discutem e corrigem os próprios erros. “Imagine a empolgação deles em poder melhorar sua pontuação enquanto aprendem mais sobre o assunto estudado”, diz entusiasmado o professor. 

Embora a dinâmica pareça uma possibilidade de melhorar as próprias notas, a proposta de Augusto busca desenvolver a fixação do conteúdo além de estimular o posicionamento ético dos jovens. Questionado se eles têm sido justos ao dar as próprias notas, Augusto afirma: “as notas atribuídas por eles não diferem muito das que eu sinalizo previamente nas minhas correções. Os nossos alunos tem uma compreensão ética que os leva a perceber os erros como um caminho para o acerto”.

Mas o que os alunos acham disso? Para Davidson Rommel, estudante do 2º ano do Curso Técnico Integrado em Multimídia, a base do ensino tradicional gira em torno de uma nota. “Você não se preocupa em conhecer e gostar do assunto, se condiciona a só pensar em nota”, diz o aluno. Pra ele, o professor fez algo interessante. “É legal buscar formas de humanizar mais as avaliações e estimular o aluno a participar”, complementa.

Para Ana Luíza, também aluna de Multimídia, as pessoas assimilam o conteúdo de forma diferente, e o professor precisa estar aberto e atento a isso, se não "pode acabar invalidando o conhecimento do aluno”. Segundo ela, participar da correção ajuda o aluno a se expressar melhor, “ele sabe o que quis dizer, e na hora da correção, vai dizer o que quis falar ”. 

Ações do documento

Página em carregamento