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Núcleos de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas realizam encontro

25/09/2019 - Encontro marcou o retorno da formação continuada para servidores integrantes da rede de Neabi’s

Núcleos de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas realizam encontro

O Encontro teve como objetivo estimular o reconhecimento à diversidade

O Campus Canguaretama do IFRN realizou, nos dias 19 e 20 de setembro, o II Encontro Sistêmico do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Instituto. Em formato de seminário, o encontro marcou o retorno da formação continuada para os membros dos núcleos e servidores integrantes da rede de Neabi’s, situados em todos os campi do IFRN. Para o professor Nilton Xavier, um dos organizadores do evento, o encontro representou o “fortalecimento das ações voltadas para a educação étnico racial como componente cultural significativo e indissociável do processo de formação crítica dos agentes da comunidade escolar, no âmbito da educação profissional”.

O Encontro teve como objetivo estimular o reconhecimento à diversidade e buscou promover reflexões, diálogos e participação entre o público presente, formado por representantes da Pró-Reitoria de Ensino (Proen), dos núcleos presentes em todos os campi, de comunidades indígenas e quilombolas do Rio Grande do Norte, da Fundação Cultural Palmares (FCP), da Fundação Nacional do Índio (Funai), de professores das Universidades Federais da Paraíba e do Rio Grande do Norte, além da participação de estudantes de diversos cursos do Campus Canguaretama.

Apresentações

Na conferência de abertura, mediada por Giulia Carolina de Melo, professora do Campus Canguaretama, Mojana Vargas Correia da Silva trouxe experiências do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal da Paraíba (Neabi/UFPB). Mojana é professora do Curso de Relações Internacionais da UFPB e atua em áreas como Cooperação Educacional, África nas Relações Internacionais Brasileiras e Relações Interamericanas.

Abrindo a programação da tarde do dia 19, a mesa redonda ‘Cotas raciais e bancas de alterindentificação’ teve a participação dos professores Gilson José Rodrigues Júnior, do Campus Pau dos Ferros, e Raquel de Sousa, que integra a Comissão de verificação de autodeclaração étnico racial do IFRN e está lotada no Campus Mossoró do Instituto.

No mesmo dia ainda foi feita a apresentação do site próprio do Neabi/IFRN.  O professor Nilton afirmar que a página do Núcleo tem o objetivo de “registrar, visibilizar e promover o acesso da sociedade às diversas atividades desenvolvidas por cada um dos 21 núcleos locais, ativando simultaneamente a regularidade das trocas de experiências entre seus integrantes”.

No dia 20, constituíram a programação o compartilhamento de práticas educativas, apresentações artísticas e relatos abrangendo a realidade e as demandas apresentadas pelas comunidades quilombolas e indígenas do Rio Grande do Norte. A ‘Diversidade étnico racial e ações educativas – o exemplo do Seridó Negro’ foi tratada pela professora Julie Cavignac, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DAN/UFRN); já o ‘Trabalho educativo com o Coco de Zambê’ foi tema para Sérgio Marques Caetano com mediação da professora Ana Cristina Pereira Lima, do Campus Canguaretama. Sérgio é pedagogo e liderança quilombola. Sobre ‘Povos indígenas do Rio Grande do Norte: mobilização política e resistência’ falou José Gledson Vieira, também do DAN/UFRN.

Encaminhamentos

Nilton destacou ainda o plantio de uma muda de Jurema: “esse plantio coletivo é um marco simbólico que vai eternizar o evento. A Jurema é uma planta sagrada para a cultura indígena. Assinalamos, com ela em uma área do Campus Canguaretama, o destino de esse lugar estar destinado a se transformar num espaço pedagógico composto por coleções de plantas vivas associadas às tradições culturais afro brasileiras e indígenas”.

Segundo o professor, o evento foi encerrado com os seguintes encaminhamentos: apresentação de propostas de layout e dos conteúdos para o site; constituição de uma comissão responsável pela revisão do Regimento Interno dos Núcleos de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas do IFRN; e a organização de atividades sistêmicas integradoras. 

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