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expotec 2011

Campus Natal-Central tem grande movimentação no primeiro dia do evento

16/12/2011 -

Campus Natal-Central tem grande movimentação no primeiro dia do evento

Alunos do teatro apresentaram performances em homenagem à Myriam Coeli. Fotos: Cláudia Escóssia

Foi aberta, oficialmente, nesta quinta (15), às 18h, a EXPOTEC 2011 do Campus Natal-Central. Na ocasião, foram entregues as medalhas das equipes vencedoras dos Jogos Escolares do RN (Jerns) e dos alunos premiados na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Ao longo da manhã, os alunos e professores estiveram organizando os estandes, que já começaram a receber os primeiros visitantes no início da tarde. Às 16h, no palco da Expotec, teve início o Festival Internacional de Música, e em seguida, a programação cultural, organizada pelos alunos do Curso de Tecnologia em Produção Cultural do Campus Cidade Alta.

Pela manhã, às 10h, alunos, servidores e aposentados prestigiaram o sarau poético em homenagem à poetisa Myriam Coeli, que lecionou na Instituição de 1965 a 1974. O evento marcou a entrega oficial, pela Direção Geral do Campus, da Sala dos Servidores, recém-reformada.

O sarau foi marcado pela performance apresentada pelos alunos Rosário, Francisco Xavier e Lourival Veras, do grupo de teatro Falas e Pantomimas, pelo jogral declamado pelas alunas Rute, Yasmim e Bruna, de Eletrotécnica, e pela explanação feita pela professora Diva Sueli Tavares sobre a obra da escritora.

Na sua dissertação de mestrado, Diva Sueli, docente da FACEX e da Faculdade Câmara Cascudo, realizou um estudo comparativo entre o livro “Cantigas de amigo”, de Myriam Coeli, com cantigas da Idade Média. “Quando pensei no objeto da minha pesquisa, decidi que queria estudar um autor potiguar. E Myriam Coeli era pouco conhecida no meio acadêmico. Então, a minha pergunta principal, em relação à obra pesquisada, era por que uma mulher em pleno século XX retoma um modelo tão antigo, como as cantigas medievais, para falar das angústias das mulheres contemporâneas?”, explicou Diva Sueli. 

A escritora disse ter concluído que, apesar das transformações do tempo, de vivenciar uma realidade diferente do das mulheres da Idade Média, em suas “Cantigas de amigo”, Myriam Coeli nos mostra que “continuamos ainda presas à necessidade de um grande amor. Portanto, a escritora fez uma releitura da temática medieval, recriando um novo estilo individual de cantar o amor”, concluiu.

Myriam Coeli publicou, entre outras obras, “Imagem Virtual” (1961), em parceria com o escrito Celso da Silveira, “Vivência sobre vivência” (1980), “Inventário” (1981), “Cantigas de amigo” (1981) e “Da boca do lixo à construção servil: o livro do povo” (1992), obra póstuma. Diplomou-se em Jornalismo em 1954 pela Escuela de Periodismo de Madrid, na Espanha, tendo trabalhado como repórter no Diário de Natal (1952-54), na Tribuna (1955-56) e no jornal A República (1956-58).

Com sua morte, no ano de 1982, a direção da antiga escola técnica, ETFRN, decidiu fazer uma homenagem póstuma atribuindo seu nome à Sala de Estudos que integra a atual Sala dos Servidores.

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