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México

Cores e caveiras: “Día de Los Muertos” leva visitantes ao México

06/11/2019 - Evento propicia vivência da cultura mexicana em várias dimensões

Cores e caveiras: “Día de Los Muertos” leva visitantes ao México

Foto: Maxsuel Praxedes

Na manhã desta quarta-feira, 06/11, o Campus Natal-Central ficou mais colorido. Rosas e caveiras habitaram os corredores que dão acesso à cantina. Por todos os lados, maquiagens alegres e cores vivas para reverenciar os mortos. Assim é a cultura mexicana, e foi, através dela, nas mais variadas dimensões, que os alunos do curso de Licenciatura em Espanhol puderam experimentar a riqueza dessa variedade: “Tentamos adentrar na cultura mexicana. O objetivo foi expandir, para quem não tem contato ainda, conhecer. Por isso a gente disponibilizou essa cultura que não é comum para muitos. Tem sido muito enriquecedor. Que seja a primeira de muitas vezes”, disse o estudante Kléber Matias, aluno do curso de Licenciatura em Espanhol e um dos organizadores do evento.

A iniciativa, que surgiu a partir de uma atividade com as turmas do primeiro período da graduação, cresceu e ganhou proporção de um evento, atraindo inclusive pessoas da comunidade externa, caso da jovem Ellen Joyce Alves de Albuquerque, irmã de um estudante do curso de Licenciatura em Espanhol: “Estou achando muito bacana a cultura mexicana, inclusive porque estou conhecendo arte, música e comida que eu nunca tinha provado. Estou gostando muito”, disse animada a visitante.

A celebração do “Día de Los Muertos” ganhou vida a partir da dedicação e pesquisa dos alunos da graduação: “Cada grupo ficou responsável por pesquisar sobre o que seria representado. Por exemplo, os alunos que estão fazendo a maquiagem estudaram o porquê dos desenhos de caveiras e também as técnicas utilizadas por eles. Já o grupo da gastronomia descobriu que existe uma gastronomia específica para a festa. Um dos pratos, por exemplo, é o “pan de los  muertos”, colocado pelos familiares nos altares dos mortos. Outra comida típica são as “galletas”, biscoitos coloridos com desenhos de caveiras, tradicionalmente pintados pelas crianças mexicanas. Ia ser algo bem mais simples, mas, a partir dos preparativos, sentimos que havia a necessidade de trazer para fora e compartilhar”, explicou a professora Julliana Kelly Freire.

De acordo com a docente, a festividade, que começa no fim de outubro, tem seu ápice nos dias 01 e 2/11. Segundo Juliana Freire, a maneira que eles celebram os mortos difere da brasileira pois, apesar da saudade, há espaço para alegria: “Eles choram também, mas é diferente, pois eles celebram esses dias. Eles acreditam que são dias em que recebem a visita dos familiares que já partiram e que é para se festejar, porque a morte é a continuação de um ciclo”.

Assim como a vida e a morte, o ensino de uma língua também é contínuo e passa por ciclos de aprendizados. Neles, os estudantes vivenciam não apenas o idioma, mas também o modo de viver e de ser de um determinado povo. Assim viajam para o país de origem e descobrem na pele os sabores e cores da música, arte, gastronomia, dança, entre outras tantas áreas que constroem a cultura. Não por acaso, quem passou pelo Campus Natal-Central hoje sentiu-se fora dele.

 

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